Santa Casa acolhe novos residentes e amplia atuação na formação em saúde em Feira de Santana

O evento marca o início da formação de novos profissionais e reforça o papel da unidade como referência tanto na assistência quanto no ensino em saúde.

A Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana realiza, na manhã desta quinta-feira (9), a recepção dos novos integrantes das residências médica e multiprofissional da instituição. O evento marca o início da formação de novos profissionais e reforça o papel da unidade como referência tanto na assistência quanto no ensino em saúde.

A provedora da Santa Casa, Fernanda Reis, destacou o crescimento do programa de residência médica, implantado há quatro anos, e que vem sendo ampliado gradativamente.

“Hoje é mais um dia especial aqui na Santa Casa. A gente tem o nosso programa de residência médica, que nasceu há quatro anos. Ainda é um bebezinho dentro desse processo, mas que a gente vem a cada ano profissionalizando, crescendo nossos programas e entendendo a importância que foi trazer esse programa de residência”, afirmou.

Segundo ela, a qualificação dos profissionais impacta diretamente na qualidade do atendimento. “Um programa de residência capacita e especializa os nossos médicos para dar assistência aos pacientes. Então, a gente fica muito feliz em receber os novos residentes de 2026, com muito amor e carinho, dando início a essa jornada”, disse.

Atualmente, a instituição conta com 13 programas de residência médica, incluindo áreas como clínica médica, cardiologia, oncologia, ortopedia, nefrologia e transplante renal. A expectativa é ampliar a oferta com novos programas, como cirurgia geral e ecocardiograma.

O coordenador da Comissão de Residência Médica (COREME) da Santa Casa, João Eduardo Pereira, ressaltou que esse avanço é resultado da vocação histórica da instituição aliada à organização da área de ensino.

“Esse sucesso é fruto daquilo que a gente já sabe da Santa Casa de Feira de Santana: uma instituição vocacionada para prestar serviço, para acolher, para estar do lado da região nas suas necessidades. A Santa Casa já tem uma vocação assistencial secular. A educação em saúde já existia, só precisava ser organizada”, explicou.

De acordo com ele, a estrutura já existente favoreceu a implantação dos programas e a aprovação junto aos órgãos responsáveis.

“O terreno era absolutamente adequado, fértil. A direção teve o propósito firme de trazer pessoas com expertise em educação médica, escrever os programas e buscar aprovação junto à Comissão Nacional de Residência Médica. Tivemos aprovados todos os programas que implantamos”, destacou.

João Eduardo Pereira também enfatizou que a presença dos residentes contribui diretamente para a melhoria da assistência à população.

“Quando uma instituição implanta residência médica, a qualidade do serviço melhora, a assistência prestada à população melhora. Esse é o nosso interesse final: oferecer um atendimento cada vez melhor ao paciente”, afirmou.

Além da residência médica, a Santa Casa também iniciou a primeira turma da residência multiprofissional, considerada um marco para a instituição.

A coordenadora Michele destacou que o projeto é resultado de anos de planejamento e dedicação.

“Esse é um momento muito feliz e muito esperado. São três anos que nós estamos nos dedicando a construir todo esse corpo técnico-científico para que hoje a gente consiga dar o marco inicial, que é receber esses oito profissionais para se qualificarem na residência multiprofissional”, afirmou.

Ela ressaltou que a iniciativa atende a uma demanda crescente na área da saúde. “O câncer hoje é uma epidemia mundial. Nós temos uma carência de profissionais habilitados e capacitados. Então, foi muita dedicação para que esse primeiro dia acontecesse”, disse.

Segundo Michele, a proposta é formar profissionais mais preparados para o mercado. “Estamos recebendo oito profissionais para, daqui a dois anos, entregar ao mercado um profissional melhor formado, mais capacitado pela residência multiprofissional da Santa Casa”, pontuou.

A coordenadora também destacou os desafios iniciais do projeto, especialmente por se tratar da primeira turma, mas reforçou a preparação da equipe.

“O principal desafio é que essa primeira turma é um processo de construção coletiva. Mas nós temos um corpo de preceptoria, tutoria e coordenação muito bem preparado para recepcionar esses residentes”, afirmou.

Para dar suporte à formação, a instituição também investiu em estrutura física adequada. “Hoje nós temos um espaço próprio de acolhimento aos residentes, com salas de aula, espaço de convivência e coordenação. Foi tudo muito bem pensado e planejado, e agora estamos colhendo os frutos”, completou.

A recepção dos novos residentes reforça o compromisso da Santa Casa com a formação de profissionais qualificados e com a oferta de um atendimento cada vez mais humanizado, consolidando a instituição como referência em saúde e ensino na região.

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