‘Tatai do PCC’: gerente de facção na Bahia é preso durante tentativa de fuga em estrada

Apontado por fontes policiais como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Bahia, Cristiano Melo dos Santos, conhecido pelos apelidos “Camisa 11” e “Tatai”, foi preso após tentar fugir durante uma abordagem policial em Mato Grosso do Sul.

Segundo investigações, ele exercia função estratégica dentro da facção, ocupando o posto de ‘Sintonia dos Estados’. “Ele era responsável por coordenar a expansão do PCC na Bahia, gerenciava essa questão logística de transporte de armas e drogas que saem lá São Paulo”, conta fonte policial, que prefere não se identificar. Além disso, atuava no recrutamento e “batismo” de novos integrantes da organização.

O traficante já havia sido incluído no “Baralho do Crime” da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, lista que reúne os criminosos mais procurados do estado. Ele é investigado por homicídios, tráfico de drogas e porte ilegal de armas, com atuação principalmente em Salvador e na Região Metropolitana, incluindo Dias d’Ávila.

Mesmo após já ter sido preso anteriormente — o que levou à retirada temporária de seu nome do baralho em 2021 — Cristiano voltou a ganhar espaço na organização criminosa após ser solto em 2023 por decisão judicial. Desde então, passou a coordenar ações do grupo também em São Paulo, onde, segundo apurações, levava uma vida de alto padrão, com imóveis de luxo, veículos como uma BMW X6 e presença frequente em resorts.

Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça da Bahia, além de registros por envolvimento com o tráfico e obtenção de lucros ilícitos por meio da atividade criminosa. A captura aconteceu na terça-feira (7), durante fiscalização na BR-262, em Corumbá. O suspeito estava em um carro de aplicativo e apresentou documentos falsos ao ser abordado. Durante a checagem, tentou fugir a pé, sendo localizado após buscas e contido pelos agentes, mesmo após nova tentativa de escapar.

Após a prisão, Cristiano foi encaminhado à Polícia Federal em Corumbá, onde permanece à disposição da Justiça.

Fonte:Jornal Correios Foto:Divulgação

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