Xadrez ganha espaço em escolas de Feira de Santana e é apontado como ferramenta de aprendizado e inclusão

Foto: Fernanda Martins

O xadrez, conhecido por unir estratégia, raciocínio lógico e concentração, vem ganhando espaço em atividades educacionais em Feira de Santana como ferramenta de apoio ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. A prática tem sido levada a escolas por meio do Clube de Xadrez da cidade.

Professor e representante do clube, James — natural do Chile — atua em colégios do município e defende que o jogo vai muito além do aspecto esportivo. Segundo ele, o xadrez ajuda no desenvolvimento de habilidades cognitivas importantes.

“Permite que os jovens pensem mais, reflitam e desenvolvam atenção, concentração, criatividade, raciocínio lógico e memória. Eu diria que principalmente a imaginação”, afirmou.

Para o professor, o jogo também tem características únicas que o diferenciam de outras modalidades esportivas. Ele destaca que o xadrez é considerado ao mesmo tempo um esporte, uma ciência e uma arte, além de permitir disputas entre jogadores de diferentes idades em alto nível técnico.

“Uma criança de 10 ou 12 anos pode, eventualmente, vencer um mestre experiente. Isso acontece porque o jogo depende muito de estratégia e cálculo”, explicou.

James também defende que o xadrez seja mais presente no ambiente escolar, inclusive como disciplina regular. Na avaliação dele, a prática pode contribuir para a formação cidadã dos estudantes.

“O ideal seria que o xadrez fosse incluído nas escolas públicas de forma contínua, não apenas como oficina. Ele ajuda os jovens a pensar antes de agir, a refletir sobre consequências e a desenvolver disciplina”, disse.

Outro ponto destacado pelo professor é o caráter inclusivo do jogo, que pode ser praticado por pessoas de diferentes idades e condições físicas.

“O xadrez é um dos esportes mais inclusivos que existem. Pode ser jogado por qualquer pessoa, independentemente de gênero ou limitações físicas”, afirmou.

Natural do Chile, James contou que chegou à Bahia por meio da família e acabou se estabelecendo em Feira de Santana, onde passou a se dedicar ao ensino do xadrez em escolas.

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