O café, um dos produtos mais consumidos pelos brasileiros, tem peso de 3,42% na composição da cesta básica, segundo o economista Antônio Rosivaldo Freitas, da Universidade Estadual de Feira de Santana. O cálculo considera a média de 300 gramas de café moído no conjunto de itens essenciais.
De acordo com o especialista, o preço do produto tem apresentado sinais de estabilização, após períodos de alta, com leve tendência de queda nos últimos meses. Ele destaca, porém, que o comportamento do consumidor costuma ser de maior percepção quando há aumento de preços, enquanto reduções passam menos percebidas.
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O café estava em alta até pouco tempo atrás e agora começa a cair, o que ajuda a aliviar o impacto na cesta básica”, afirmou.
Rosivaldo explica que a inflação é formada por uma média de variações de preços, em que alguns produtos sobem enquanto outros caem. No caso da cesta básica, itens como tomate e banana têm maior impacto por conta da sazonalidade e do ciclo curto de produção.
Ele compara o comportamento desses alimentos ao do café, que possui um ciclo produtivo mais longo, de cerca de dois anos, o que faz com que as variações de preço sejam mais prolongadas. “Quando há alta, ela tende a durar mais tempo, seguida de estabilidade e depois uma leve queda”, explicou.
O economista também cita a carne bovina como outro produto com comportamento semelhante ao do café, enquanto alimentos como tomate e banana sofrem oscilações mais frequentes ao longo do ano.
Segundo ele, essas variações refletem diretamente na composição da cesta básica e ajudam a explicar por que alguns produtos pressionam mais a inflação em determinados períodos.