Sindicato dos Produtores Rurais de Feira de Santana amplia serviços e reforça apoio técnico ao campo

FOto: Miro Nascimento

O Sindicato dos Produtores Rurais de Feira de Santana e Região segue intensificando suas ações de apoio ao homem do campo, com foco na qualificação profissional, assistência técnica e orientação jurídica aos produtores. Em entrevista, o presidente da entidade, Joelmo Figueredo, destacou que as iniciativas têm como objetivo fortalecer a atividade agropecuária e enfrentar os desafios crescentes do setor.

De acordo com Joelmo, o sindicato mantém uma agenda ativa de cursos voltados às necessidades práticas das propriedades rurais, incluindo capacitações para tratoristas, técnicas de inseminação e outras áreas ligadas ao agronegócio. Além disso, equipes técnicas realizam atendimentos diretamente nas fazendas, contribuindo para a melhoria da produtividade e gestão das propriedades.

Outro serviço que vem ganhando destaque é a orientação jurídica voltada à aposentadoria rural. O presidente explicou que o sindicato, por ser uma entidade patronal, atende especificamente produtores rurais. O atendimento é realizado por uma equipe de advogados e, atualmente, funciona mediante agendamento prévio, feito por telefone.

Joelmo também ressaltou a importância da qualificação profissional como ferramenta para conter o êxodo rural. Segundo ele, a oferta de cursos técnicos dentro das propriedades tem contribuído para fixar trabalhadores no campo, especialmente diante da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. “Hoje não basta apenas ter alguém para cuidar da fazenda. É necessário conhecimento técnico para lidar com os custos e a complexidade da atividade”, afirmou.

O presidente destacou que a realidade do campo mudou significativamente nos últimos anos. Se antes a atividade rural era conduzida de forma mais tradicional, hoje exige profissionalização e planejamento, principalmente diante do aumento dos custos de produção.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores, Joelmo citou a alta no preço dos insumos e do combustível, que impacta diretamente o transporte e a comercialização. Segundo ele, mesmo com medidas governamentais para reduzir tributos, como PIS e Cofins, os efeitos ainda não são plenamente percebidos na prática, o que pressiona os custos em toda a cadeia produtiva.

Outro desafio é a escassez de mão de obra jovem no campo. “Os filhos dos trabalhadores rurais estão migrando para a cidade, e isso faz com que a população ativa nas fazendas seja cada vez mais envelhecida”, pontuou.

Em relação às condições climáticas, o presidente afirmou que as chuvas recentes beneficiaram parte das regiões da Bahia, permitindo a recuperação de pastagens. No entanto, ainda há áreas que necessitam de mais precipitação. Além disso, produtores enfrentam problemas como a infestação de lagartas, que têm comprometido plantações de capim. O controle da praga, segundo ele, é possível, mas envolve custos elevados com produtos e maquinário.

Apesar dos desafios, Joelmo avaliou que o rebanho baiano se mantém em situação regular, impulsionado principalmente pela atuação de pequenos produtores, que juntos garantem volume significativo na pecuária regional. Ele destacou ainda que a oscilação nos preços do leite e do gado é uma característica histórica do setor.

Ao final, o presidente reforçou a importância da união e da busca por melhores condições para o campo, além de destacar a expectativa por novas chuvas nos próximos meses, fundamentais para a manutenção das atividades agropecuárias na região.

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