Crescimento acelerado de Feira de Santana levanta alerta para infraestrutura

Feira de Santana segue em expansão, com novos bairros e empreendimentos. No entanto, o crescimento acelerado levanta questionamentos sobre infraestrutura, saneamento e planejamento urbano.
Gabriella Freitas, arquiteta e urbanista, em entrevista à reportagem do Dia a Dia News, destacou pontos importantes a serem verificados no município, como a falta de planejamento:

“A cidade não tem um planejamento adequado que inclua saneamento básico eficiente. Percebemos que, em curtos períodos de chuva intensa, o município enfrenta alagamentos. A infraestrutura de saneamento existente é precária e insuficiente, causando transtornos significativos relacionados ao escoamento da água.”
Ela afirma que essa falta de infraestrutura afeta diretamente os bairros:

“Atualmente, em Feira de Santana, a ausência de infraestrutura adequada afeta praticamente todos os bairros. A drenagem pluvial não é eficaz, como se observa na recente deterioração do túnel construído. Em diversas localidades, notam-se buracos e a falta de sistemas de drenagem adequados, e a cidade não consegue suportar grandes volumes de chuva.”

A arquiteta continua:

“Eventos recentes de chuva forte causaram alagamentos em diversas residências e bairros, devido à infraestrutura deficiente e à falta de saneamento básico em muitas áreas. O excesso de asfalto contribui para a rápida formação de enxurradas, dificultando a infiltração da água no solo. As lagoas existentes, em número reduzido, não conseguem absorver o volume de água das chuvas.”
Em relação às chuvas recentes, relatou:

“A quantidade de chuva aumentou em todo o país, inclusive em Feira de Santana, tornando a drenagem atual insuficiente. O município possui um aquífero abundante, sendo historicamente conhecido pela presença de água. Apesar disso, essa riqueza hídrica não é utilizada de forma a beneficiar a população. A revitalização recente de uma lagoa é um avanço, mas ainda insuficiente. A Lagoa da Noite, com promessas de urbanização, ainda não teve projetos concretos implementados.”

Ao ser questionada sobre de que forma a população pode ajudar a evitar esses problemas, afirmou:

“A população residente próxima à Lagoa do Jacaré e no bairro Rocinha sofre com os impactos das enchentes, especialmente durante as chuvas, além de problemas relacionados ao esgoto e ao tratamento de águas residuais. Embora a área apresente um aspecto visual agradável em fotos, a proximidade revela a persistência de odores desagradáveis e problemas de saúde, como a proliferação de ratos e baratas.”

Gabriella finaliza:

“Nesse contexto, qual é o papel da população? Como cidadãos, devemos reivindicar nossos direitos, protestar e apresentar reclamações à prefeitura para que ações sejam tomadas. É importante apoiar iniciativas que busquem dar voz à população. Ao mesmo tempo, é fundamental que os moradores cumpram seu papel, evitando o descarte irregular de lixo e promovendo a coleta seletiva. A prefeitura também tem a responsabilidade de agir.”

Informações,escrita:Fernanda Martins Foto:Divulgação

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