Hoje se comemora o Dia Mundial da Leitura e, nesta data, celebramos a importância dos livros e do hábito de ler na formação das pessoas e da sociedade. A leitura amplia o conhecimento, desenvolve o pensamento crítico e estimula a criatividade, permitindo que viajemos por diferentes culturas, épocas e ideias sem sair do lugar.
Em Feira de Santana, a realidade da leitura reflete os desafios e avanços do Brasil: bibliotecas públicas, feiras literárias, escritores locais e o crescimento dos livros digitais disputam a atenção de leitores de todas as idades.
Benjamin Batista, advogado, escritor e membro da Academia Feirense de Letras, fala sobre a importância da leitura nos dias atuais:
“Quando se fala na importância mundial do livro, significa que ele é um estímulo para a leitura. A leitura forma, a leitura orienta. O livro geralmente nos torna livres por meio do aprendizado, da cultura e da informação. O ser humano hoje, mais do que nunca, precisa ler e viajar. Quem não lê muito, pouco sabe. E, ao viajar, você tem contato com outros costumes, outros países, e assim constrói um grande cabedal, que é o conhecimento.”
Em relação ao hábito da leitura em Feira de Santana, ele disse:
“Um amigo meu, o doutor Joás Cigóes, presidente do Instituto Geográfico e Histórico, afirmou que ‘o livro morreu’. Eu acho que não. O livro está na UTI. Já foi mais comum o hábito da leitura. Em Feira de Santana, que é a segunda maior cidade da Bahia, a nossa Princesa do Sertão, o povo está lendo, sim, mas também surgiram novas tecnologias, como a inteligência artificial, e as pessoas estão usando mais o celular, o YouTube, o e-mail e os e-books. Ainda assim, temos alguns ambientes em que o livro é valorizado e lido. É preciso considerar as duas coisas. Quando o progresso chega, não se pode deixar de recebê-lo, mas também não se deve perder a conexão com o livro.”
Ele continua:
“Um escritor francês chamado Mallarmé dizia que tudo existe para ficar em um livro, ou para ser registrado em um livro. Então, a leitura em Feira está bem, mas pode melhorar. Infelizmente, não se pode impedir o avanço do celular e das redes sociais, que também vêm para nos servir. É preciso equilibrar as duas coisas. Eu mesmo leio muito, mas também pesquiso bastante nas redes sociais.”
Benjamin conclui:
“É necessário, portanto, que façamos as duas coisas: ler livros, resgatando esse hábito, e também pesquisar nas redes sociais, no celular e nas plataformas digitais.”
Além de ser uma ferramenta essencial para a educação, ler também é uma forma de lazer e autoconhecimento.
Escrita e informações:Fernanda Martins Foto:Divulgação