Uma pesquisa de opinião mostra que a maioria dos brasileiros apoia a exigência de exame toxicológico para quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B. O levantamento, encomendado pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) e realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec, aponta que 86% dos entrevistados são favoráveis à medida.
O estudo ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do país e revelou que o apoio é alto em todas as regiões, faixas etárias e níveis de escolaridade. No Nordeste, por exemplo, a aprovação chega a 87%, enquanto no Norte e Centro-Oeste atinge 88%.
A exigência do exame foi incluída no Código de Trânsito Brasileiro por meio da Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. Apesar disso, a implementação ainda está em análise pelo Ministério dos Transportes, que avalia impactos como a capacidade da rede laboratorial, custos e efeitos na segurança viária.
Enquanto não há regulamentação definitiva, a orientação é que os Detrans estaduais não exijam o exame para a primeira habilitação nas categorias A e B.
A pesquisa também indica que 68% dos entrevistados acreditam que o exame pode ajudar no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, e 69% afirmam que a medida pode contribuir para reduzir casos de violência doméstica relacionados ao uso de substâncias.
O exame toxicológico já é obrigatório desde 2015 para motoristas profissionais das categorias C, D e E. Segundo especialistas, a ampliação da exigência para novos condutores pode representar um avanço na segurança no trânsito, embora ainda dependa de definição técnica para entrar em vigor.
