Cerca de 100 famílias ocuparam um prédio do INSS em Feira de Santana e cobram acesso à moradia, alegando dificuldade para serem contempladas pelo programa habitacional do governo federal. O imóvel, segundo o movimento, está sem uso há mais de 10 anos.
De acordo com Adilson Silva, coordenador da Frente Nacional de Luta (FNL), a ocupação busca dar função social ao prédio. Ele afirma que as famílias foram reunidas após acompanhamento social e que todas são do município. “Muitas vivem de aluguel ou de favor. A gente vem acompanhando essa realidade há anos”, disse.

Os ocupantes defendem que têm direito à moradia e alegam que não foram chamados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O movimento também pede apoio para alimentação e pretende buscar diálogo com órgãos públicos. Uma reunião com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) deve discutir a permanência no local.
O secretário municipal de Habitação, Valdivan Nascimento, afirmou que a Prefeitura acompanha a situação, mas destacou que a demanda é de responsabilidade federal. Segundo ele, o município não faz indicação direta de beneficiários para o programa habitacional.
Ainda conforme o secretário, não houve retirada de nomes de cadastros, mas sim a necessidade de atualização. “Em 2025 foi feito um novo cadastro, com mais de 42 mil inscritos. Quem não se recadastrou não consta mais na lista”, explicou. Ele acrescentou que a seleção segue critérios definidos pelo governo federal, priorizando famílias com maior pontuação.
Valdivan também informou que o município não dispõe de imóveis para atender imediatamente as famílias. “Não temos unidades disponíveis, nem das já entregues nem das que estão em construção”, disse.

Fernando Nunes de Oliveira, Gerente Executivo – INSS Feira de Santana, informou que o órgão foi ao local para verificar a situação e garantir a preservação do patrimônio. Segundo ele, o prédio ainda abriga arquivos e segue sob gestão do instituto.
“Eles disseram que vão preservar os materiais. Vamos comunicar a situação aos superiores para definição das medidas”, afirmou.
Até o momento, não há definição sobre a permanência das famílias no imóvel. O caso segue em acompanhamento pelos órgãos envolvidos.
