O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à Casa Branca, onde se reúne com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7). Essa será a segunda vez que os líderes se encontram de forma presencial.
A tendência é que a reunião siga em boa parte de forma mais restrita entre os integrantes das duas delegações. A visita de Lula, segundo a Casa Branca, será para uma reunião de trabalho, o que diminui a formalidade do encontro, mas amplia a possibilidade de negociações entre os países.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que esse momento público pode ser importante para marcar politicamente o encontro e dar o tom das negociações bilaterais. Há, no entanto, um receio sobre os impactos das falas dos chefes de estado.
Em outubro, Lula e Trump se encontraram presencialmente na Malásia para discutir, principalmente, questões comerciais. Na reunião, que durou cerca de 50 minutos, Lula disse que “não há motivo para conflito”. Já Trump afirmou: “Acho que chegaremos a uma conclusão com o Brasil bem rapidamente”.
Pontos de discussão
Um dos temas prioritários será a segurança pública. Os Estados Unidos têm defendido a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, proposta que enfrenta resistência do governo brasileiro. O Planalto avalia que o enquadramento jurídico não é adequado dentro da legislação brasileira.
Apesar da divergência, o governo Lula pretende avançar na cooperação com os Estados Unidos para combater o tráfico internacional de drogas, o contrabando de armas e a atuação de facções criminosas com impacto nos dois países. A expectativa da comitiva é sair da reunião com algum acordo fechado ou ao menos com negociações avançadas nessa área.
Outro eixo estratégico será o debate sobre minerais críticos e terras raras. O governo brasileiro quer chegar aos Estados Unidos com a regulamentação do setor aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado de forma simbólica na Câmara, nesta quarta-feira (6), e é tratado pelo Planalto como um ativo relevante na negociação com Washington.
As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos também estarão na pauta. O governo pretende discutir investimentos e ampliar negócios bilaterais, além de defender o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central e alvo de questionamentos de setores americanos que alegam impactos sobre empresas dos Estados Unidos.
Fonte:Band.com Foto:Divulgação
