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Governo da Bahia amplia investimentos na alimentação escolar e fortalece agricultura familiar com assinatura de convênios em Feira de Santana

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A ampliação da política de alimentação escolar e o fortalecimento da agricultura familiar foram os principais temas destacados pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, durante a assinatura de convênios com cooperativas e grupos produtivos, realizada nesta sexta-feira no Centro de Convenções de Feira de Santana.

Durante o evento, o governador enfatizou que o fornecimento de alimentos nas escolas estaduais vai além da antiga concepção de “merenda escolar” e deve ser compreendido como uma política estruturada de alimentação escolar, essencial para o desenvolvimento educacional, social e de saúde pública.

Ao discursar, Jerônimo pediu uma mudança na forma como o tema é tratado, destacando que o termo “merenda escolar” já não representa a realidade da rede pública de ensino.

Segundo ele, a alimentação oferecida atualmente nas unidades escolares é diversificada, planejada e atende às necessidades nutricionais dos estudantes em diferentes turnos.

“Eu peço que a gente possa administrar esse termo. A gente não fala mais merenda escolar. A merenda foi um termo muito antigo, inclusive do meu tempo de escola, quando, de vez em quando, aparecia alguma coisa para se merendar. Hoje, a gente trata de alimentação escolar”, afirmou.

O governador explicou que o serviço começa logo no início do dia, com café da manhã, podendo contar ainda com reforço alimentar no meio da manhã, além de refeições completas no horário do almoço.

“Tem almoço de verdade. Tem feijão, arroz, macarrão, salada, bife. À tarde, há nova oferta de alimentação e, para quem estuda à noite, sempre existe um receptivo, seja com café ou sopa”, destacou.

Jerônimo reforçou que garantir alimentação adequada dentro do ambiente escolar é uma condição indispensável para o aprendizado e para o bom desempenho dos estudantes.

Para ele, a evasão ou a baixa performance escolar não podem ser analisadas sem considerar as condições básicas de nutrição.

“A aprendizagem não pode cair no Brasil por falta de uma criança com o estômago vazio. Qualquer pessoa com fome não consegue se dedicar ao aprendizado. Durante muito tempo, nós achamos que a culpa era dos estudantes, mas não é. Quando o estudante não se alimenta bem, ele não está preparado para absorver o conhecimento”, pontuou.

O governador lembrou que esteve no mesmo local há cerca de quatro ou cinco meses para autorizar a publicação da licitação que permitiu a participação de cooperativas e grupos produtivos no fornecimento de alimentos para a rede estadual.

Segundo ele, a iniciativa fortalece uma cadeia produtiva que beneficia não apenas as escolas estaduais, mas também cria estrutura para atender as redes municipais.

“Quando uma cooperativa se prepara para entregar ao Estado, ela também se prepara para poder atender às escolas municipais. Está se formando uma rede de cuidado e de fortalecimento da produção local”, ressaltou.

De acordo com Jerônimo, o investimento anunciado de R$ 50 milhões representa apenas uma parte de uma política pública mais ampla, com impactos diretos em diversas áreas.

Ele destacou que a medida beneficia simultaneamente a educação, a saúde pública e o desenvolvimento econômico rural.

“Esses recursos não mexem apenas com a produção de alimentos. Eles impactam a saúde da criança e do adolescente, porque quem se alimenta bem adoece menos. Isso reduz custos para as famílias, para os municípios e para o Estado”, explicou.

Outro ponto destacado pelo governador foi o fortalecimento da identidade rural e o incentivo ao orgulho da produção familiar.

Jerônimo afirmou que a iniciativa permite que estudantes filhos de agricultores reconheçam o valor do trabalho desenvolvido por suas próprias famílias.

“É muito importante que uma criança possa dizer: ‘Estou comendo um aipim que meu pai produziu’, ou ‘esse iogurte foi feito com o leite produzido pela minha família’. Isso gera pertencimento, autoestima e valorização da agricultura familiar”, afirmou.

O governador também chamou atenção para a importância da oferta de alimentos mais saudáveis, livres de substâncias químicas prejudiciais à saúde, reforçando o compromisso com a qualidade nutricional da alimentação oferecida aos estudantes.

“Queremos que os estudantes tenham acesso a alimentos sem veneno, sem excesso de química, garantindo uma alimentação mais saudável e segura”, disse.

Ao encerrar o discurso, Jerônimo classificou o momento como simbólico para a consolidação de uma política pública que aproxima campo e cidade, gera renda para produtores rurais e assegura dignidade alimentar para milhares de estudantes baianos.

“Hoje é um dia muito especial. Esperamos que essas cooperativas possam garantir a produção e que as cozinheiras das escolas entendam isso como uma grande interação entre o campo e a cidade. É uma ação que fortalece toda a Bahia”, concluiu.

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