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Boxe feminino avança e atrai mulheres em busca de saúde, confiança e proteção

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O boxe tem conquistado cada vez mais mulheres, seja como prática esportiva, ferramenta de defesa pessoal ou aliado no bem-estar físico e emocional. A modalidade vem ganhando espaço nas academias e centros de treinamento, atraindo mulheres de diferentes idades e objetivos.

Joba, profissional de Educação Física e professor de boxe, afirma que a procura feminina pela modalidade cresce diariamente.

Foto:Fernanda Martins

“A procura feminina realmente aumentou. Não só agora, a procura feminina vem aumentando diariamente. As mulheres entenderam que através do box dá para controlar o estresse, dá para controlar a ansiedade. As mulheres entenderam que através do box dá para melhorar a autoestima e, acima de tudo, dá para aprender a se defender.”

Segundo ele, o boxe vai além do condicionamento físico e se torna uma importante ferramenta de autodefesa.

“O boxe entra como uma modalidade de defesa pessoal. E isso, para as mulheres, é fundamental, porque é uma ferramenta a mais no dia a dia delas. Além da defesa pessoal, muitas mulheres procuram o boxe como uma forma de melhorar a autoestima e também a condição física. Pelo fato de o boxe ser uma atividade em que, em uma aula, você queima em torno de 800 a 1000 calorias, ele se tornou um exercício de alta intensidade para quem está no processo de emagrecimento. Tanto ajuda a emagrecer quanto a fortalecer o corpo.”

Em relação aos benefícios da modalidade, Joba destacou a tonificação muscular e a adaptação da prática à rotina das alunas.

“Tem gente que está em protocolos de emagrecimento e emagrece, mas fica flácida. Como o box trabalha todos os músculos do corpo, a aluna acaba ganhando tonificação. Muitas vezes, as mulheres não têm tempo de fazer musculação e boxe, então nossa metodologia adapta a aula de boxe para essa realidade. Consequentemente, ela vai emagrecendo, vai se sentindo melhor, o corpo vai ficando mais bonito, as pernas mais torneadas e o abdômen diminuindo.”

Sobre a idade ideal para começar a praticar o esporte, explicou:

“O boxe pode começar a partir dos seis anos. Hoje nós trabalhamos aqui com o público acima de 12 anos, porque a nossa estrutura é voltada para adultos, mas acima dos seis anos já pode começar a praticar boxe, contanto que seja com uma pedagogia voltada para crianças.”

Joba também comentou sobre a quebra de paradigmas e a resistência cultural enfrentada pelas mulheres dentro do esporte.

“Hoje vemos muitos paradigmas sendo quebrados em relação ao treinamento, mas antigamente isso era muito maior. Hoje, se o professor for atualizado e buscar incluir as pessoas na aula de boxe, isso já é suprido, mas ainda existe uma certa distância, embora tenha diminuído bastante.”

Para as mulheres que desejam iniciar na modalidade, ele deixou um conselho:

“Procure um ambiente que tenha um professor formado e qualificado, com aulas gradativas, para que a pessoa possa chegar ali e fazer sua primeira aula, sua segunda e, acima de tudo, que tenha turmas e comunidade. Eu acredito muito que um incentiva o outro. Quando você está numa turma em que as pessoas têm praticamente os mesmos objetivos, um vai ajudando o outro e isso ajuda a pessoa a se manter.”

Ele finaliza falando sobre a convivência entre homens e mulheres dentro da academia.

“Hoje não vemos mais tanta resistência. Pelo menos na metodologia que aplicamos aqui no CT Vida Ativa, a ideia é de um ajudar o outro. Então, as mulheres, quando chegam, têm os homens como apoio e vice-versa. Classificamos os alunos em iniciante, intermediário e avançado, e vamos introduzindo cada um de acordo com essa metodologia.”

Priscila Gonzales, aluna do CT Vida Ativa e praticante da modalidade, define o boxe como um esporte “cativante”.

Foto:Fernanda Martins

“O boxe, além de ser um esporte cativante, é, para mim, uma experiência transformadora. Conheci o CT Vida Ativa por intermédio de um evento promovido por Kaique, que também trabalha no CT. Após o evento, fui convidada a experimentar uma aula e, desde então, não deixei mais. O boxe é verdadeiramente um esporte apaixonante.”

Ela também relata sua visão sobre o esporte.

“Atualmente, vejo o boxe como um esporte e também como uma ferramenta de autodefesa. Além de ensinar técnicas de proteção, o boxe é terapêutico. Permite extravasar o estresse e a ansiedade; a tensão se dissipa a cada treino.”

Beatriz Dias, também praticante do boxe, afirma que recomendaria a modalidade para outras mulheres.

Foto:Fernanda Martins

“Recomendo, não apenas por ser um esporte cativante para mulheres, mas também pela sua importância na defesa pessoal. Aqui no centro de treinamento, essa ênfase na defesa pessoal é muito presente, e o professor Joba aborda isso detalhadamente, o que é muito benéfico para nós, mulheres.”

Ela relata ainda as mudanças percebidas em sua rotina após iniciar os treinos.

“Acredito que o sono e a regulação emocional foram os aspectos mais impactados positivamente. O esporte contribui para a estabilidade emocional e o controle dos sentimentos.”

Beatriz também destaca o ambiente acolhedor da academia.

“É um ambiente incrível, tanto para homens quanto para mulheres, mas acredito que especialmente para nós. Apesar de ser um esporte historicamente associado ao público masculino, o centro de treinamento oferece um ambiente de grande acolhimento.”

Ela finaliza com uma mensagem de incentivo para outras mulheres.

“Encorajo que não tenham medo de experimentar e de se desafiar com algo novo. Haverá outras mulheres para apoiá-las. A experiência de vir para cá e conhecer o boxe é algo único e transformador.”

Com informações, escrita e fotos:Fernanda Martins

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