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Workshop em Feira de Santana debate combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

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Representantes de órgãos públicos, entidades de proteção e instituições da sociedade civil participaram, nesta segunda-feira, de um workshop voltado ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, realizado no Sest Senat, em Feira de Santana. O encontro promove debates, troca de experiências e fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência no município e em toda a região.

O evento contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público, forças de segurança, representantes do Judiciário e demais atores envolvidos na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Durante entrevista, a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Lidiane Machado, destacou a importância da atuação conjunta entre Estado, sociedade e iniciativa privada no combate à exploração sexual infantil.

Segundo ela, o workshop representa um espaço essencial para conscientização e fortalecimento das ações integradas da rede de proteção. “A gente entende que esse é um espaço muito importante de conscientização, de renovação de conhecimentos e de fortalecimento dos laços entre os órgãos da rede, justamente para fortalecer a atuação no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, afirmou.

A procuradora chamou atenção para a permanência de uma cultura que ainda naturaliza o trabalho infantil e, consequentemente, favorece situações de exploração e abuso. “Muitas pessoas ainda acreditam naquele mito de que é melhor a criança estar trabalhando do que cometendo algum crime. Essa visão acaba fomentando também a exploração sexual, porque muitas vezes pessoas se aproveitam da vulnerabilidade social dessas crianças e adolescentes para explorá-los economicamente e também sexualmente”, explicou.

Lidiane Machado ressaltou ainda que, mesmo sendo considerada ilegal, a exploração do trabalho infantil precisa gerar responsabilização para quem se beneficiou da situação. “O Ministério Público do Trabalho entende que é preciso retirar essa criança da situação de exploração, mas também responsabilizar quem lucrou com aquele trabalho, inclusive do ponto de vista trabalhista e moral. Houve uma infância perdida e isso precisa ser reconhecido”, destacou.

A procuradora também enfatizou que o enfrentamento da exploração sexual infantil não pode ser tratado apenas como um problema individual ou familiar, mas como uma responsabilidade coletiva. “Quando uma criança ou adolescente é explorado sexualmente, toda a sociedade falhou. É dever do Estado, da família e da sociedade garantir a proteção dessas crianças”, afirmou.

Ela defendeu ainda a ampliação de políticas públicas, maior oferta de programas de aprendizagem e ações firmes de fiscalização e punição aos exploradores.

O workshop segue com palestras e debates voltados ao fortalecimento das políticas de proteção à infância e adolescência em Feira de Santana e municípios da região.

Com informações: Miri Nasciemnto

Por: Mayara Nailanne

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