O governo brasileiro ampliou as negociações com a União Europeia para tentar reverter as restrições impostas às exportações de carne e outros produtos de origem animal do Brasil. A medida europeia prevê que, a partir de setembro, o país deixe de integrar a lista de nações autorizadas a vender esses produtos ao bloco.
A decisão da União Europeia está relacionada às exigências sanitárias sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais. Os europeus alegam que o Brasil ainda precisa apresentar garantias mais robustas de que a produção nacional atende às regras estabelecidas pelo bloco.
Diante do risco de prejuízos para o agronegócio, representantes dos ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços intensificaram os contatos com autoridades europeias. O objetivo é esclarecer os procedimentos adotados pelo Brasil e buscar uma solução que permita a manutenção do fluxo comercial.
Segundo o governo brasileiro, o país possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e exporta produtos de origem animal para a Europa há cerca de 40 anos. As autoridades brasileiras afirmam que foram surpreendidas pela decisão e trabalham para reverter o quadro antes da entrada em vigor das restrições.
Caso não haja acordo, a suspensão poderá afetar as vendas de carne bovina, aves, ovos, mel e outros produtos, gerando impacto econômico significativo. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuam autorizados a exportar para o mercado europeu.
