A Bahia vai implantar o primeiro núcleo estadual do Brasil voltado ao atendimento de vítimas de trabalho análogo à escravidão e à proteção de migrantes. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada neste domingo (07), em Ipirá.
A unidade será instalada em Salvador, mas terá atuação em todo o território baiano, oferecendo suporte a trabalhadores resgatados de situações degradantes e a pessoas vindas de outros países que vivem no estado.
Segundo o secretário, a iniciativa é inédita no país e permitirá a construção de uma rede permanente de assistência e acolhimento.
“Não há um núcleo estadual com essa característica no Brasil. Nós vamos criar um núcleo em Salvador para atuar na Bahia inteira, apoiando vítimas de trabalho escravo e estimulando sua retomada da atividade profissional”, afirmou.
Felipe Freitas lembrou que diversos trabalhadores baianos já foram submetidos a condições análogas à escravidão em outras regiões do país após deixarem suas cidades em busca de melhores oportunidades.
O secretário também destacou a necessidade de acolhimento aos imigrantes que vivem na Bahia, citando a presença dos indígenas venezuelanos da etnia Warao em cidades como Feira de Santana, Serrinha, Vitória da Conquista e Itabuna.
“Nós queremos ser um Estado acolhedor para todas as pessoas”, ressaltou.
