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PGP em Ipirá segue com escuta popular e Jacques Wagner reforça construção coletiva do programa de governo

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O Programa de Governo Participativo (PGP) continua acontecendo neste domingo (07), em Ipirá, reunindo moradores, lideranças políticas e representantes de diversos setores da sociedade no 11º encontro dos 27 territórios de identidade da Bahia. A iniciativa busca colher propostas diretamente da população para a elaboração do plano de governo do grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues.

Durante o evento, o senador Jacques Wagner destacou que a proposta central do PGP é inverter a lógica tradicional da formulação de políticas públicas, colocando a população no centro das decisões.

Segundo ele, a metodologia parte do princípio de que quem vivencia os problemas do dia a dia tem maior precisão para apontar prioridades. “Quem sabe onde o sapato aperta é o dono do calo”, afirmou, ao reforçar que o governo vai até as comunidades para ouvir diretamente quais são as necessidades mais urgentes.

Wagner explicou que esse processo ajuda a equilibrar diferentes demandas que surgem em um estado de grande dimensão territorial e social como a Bahia, onde as prioridades podem variar significativamente entre regiões. Ele citou que, enquanto gestores podem pensar em obras estruturantes como estradas, a população muitas vezes aponta outras urgências, como saúde, educação em tempo integral ou ampliação de serviços essenciais.

“De repente eu penso numa estrada e o povo dá prioridade a um hospital, uma escola de tempo integral ou uma universidade”, disse, ao enfatizar que o diálogo direto com a população é o que garante mais precisão às decisões governamentais.

O senador também ressaltou que o PGP não se limita ao período eleitoral, mas funciona como uma ferramenta contínua de planejamento. As propostas apresentadas nos encontros presenciais e também pela internet serão organizadas por equipes técnicas e incorporadas ao documento final que será apresentado na convenção partidária prevista para julho.

Wagner lembrou ainda os resultados do ciclo anterior do programa, realizado em 2022, quando, segundo ele, 660 propostas foram recebidas da população. O senador afirmou que a maioria delas foi executada ou está em execução pela atual gestão estadual.

“É uma ferramenta de trabalho. Não é só aquecimento de campanha. É para produzir um programa que dialogue com a sociedade”, afirmou, ao destacar o caráter prático do processo.

Ao comentar a atuação do grupo político no estado, Wagner também destacou o estilo de gestão do governador Jerônimo Rodrigues, ressaltando sua presença constante nos municípios baianos e o ritmo intenso de visitas e entregas.

Ele comparou gestões anteriores ao atual governo para ilustrar essa continuidade de aproximação com os territórios, afirmando que há uma prática consolidada de circulação pelo estado e contato direto com a população. Segundo ele, esse movimento constante permite que o governo acompanhe de perto os problemas e também as novas demandas que surgem ao longo do tempo.

“Você resolve um problema, aparece outro. A vida pública é assim mesmo, é dinâmica”, disse, ao reforçar que políticas públicas precisam ser constantemente atualizadas para acompanhar as mudanças sociais.

Wagner concluiu destacando que o PGP é justamente um instrumento que permite essa atualização permanente, ao captar de forma direta as necessidades dos municípios e transformar essas demandas em diretrizes para o planejamento estadual.

Após a etapa em Ipirá, o programa seguirá percorrendo os demais territórios de identidade da Bahia até a conclusão das 27 etapas previstas.

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