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CBF vai à Fifa contra gol anulado de Vini Jr.

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A Confederação Brasileira de Futebol formalizou nesta quinta-feira (25/6) um protesto à Fifa em relação a arbitragem na partida entre Brasil e Escócia, em Miami. A Seleção venceu o duelo por 3 a 0, mas um gol anulado foi o que gerou mais comoção, inclusive nos bastidores. 

O Brasil ganhava por 1 a 0 quando o lance aconteceu, aos 21 minutos do primeiro tempo. Em pressão de saída de bola da Escócia, Vini tomou a posse do artilheiro Jack Hendry na entrada da área, avançou em direção ao gol e finalizou na saída do goleiro Angus Gunn para balançar as redes pela segunda vez na partida.   

Em campo, o árbitro César Ramos, do México, havia validado o gol, mas, após recomendação do VAR, foi ao monitor e decidiu por invalidar o gol, marcando falta do camisa 7. 

O lance gerou imediata indignação do técnico Carlo Ancelotti, de jogadores e de membros da comissão técnica brasileira, além de comoção ampla de torcedores nas redes sociais. A direção da CBF também discorda da marcação e formalizou o protesto à Fifa. 

A reclamação foi feita em documento assinado pelo presidente da CBF, Samir Xaud, endereçado a Gianni Infantino, presidente da Fifa. 

Na mensagem, Xaud afirma que o VAR deve ser utilizado apenas em lances de erros claros da arbitragem de campo, e pede que os critérios de intervenção sejam aplicados de maneira consistente. Para embasar o protesto, a entidade que governa o futebol brasileiro citou, inclusive, o lance que resultou no primeiro gol de Lionel Messi contra a Áustria, na 2ª rodada do Grupo J.

“Um aspecto que particularmente chamou nossa atenção durante este torneio foi a abordagem adotada pelo Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Ao longo da competição, parece ter havido uma clara ênfase em respeitar a interpretação do árbitro em campo e limitar a intervenção às situações que envolvam erros claros e evidentes. Acreditamos que essa filosofia beneficia o futebol, preserva a autoridade do árbitro e contribui positivamente para a fluidez do jogo”, diz um trecho do documento.

A entendida argumentou que a anulação do gol de Vini Jr. não estaria de acordo com os parâmetros que vêm sendo adotados pela arbitragem no Mundial. Porém, disse que respeita as decisões do VAR e que o mesmo critério deveria ser aplicado para todos os pais, em todos os jogos da competição. 

“O gol anulado do Brasil contra a Escócia, aos 21 minutos, não parece estar alinhado com a filosofia adotada ao longo da competição. Vale destacar que a decisão pareceu inesperada não apenas para a equipe brasileira, mas também para os jogadores escoceses, cujas reações imediatas sugeriram que não esperavam uma revisão nem a posterior anulação do gol”, diz outro trecho.

Além disso, a CBF também reclamou da escalação do árbitro César Ramos para a partida contra a Escócia, alguém que já havia causado polêmica, quando em 2018, ao apitar o duelo entre Brasil e Suíça pela fase de grupos, validar um gol de empate dos suíços, também com a ajuda do VAR, mesmo com falta no lance. Segundo a entidade, o histórico negativo de Ramos deveria ser levado em consideração e a Fifa deveria ter designado outro juiz para a partida.

“Nosso principal interesse não é revisitar decisões individuais, mas assegurar que os critérios que regem a intervenção do VAR sejam aplicados de forma consistente, transparente e igualitária a todas as equipes ao longo do torneio”, explicou a CBF na carta.

Com a vitória sobre a Escócia, a Seleção brasileira garantiu a classificação para a segunda fase da Copa e o primeiro lugar no grupo C. Com isso, enfrentará o Japão, segundo colocado do Grupo F. O jogo será realizado na próxima segunda-feira, 29, às 14 horas (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. 

Fonte: Correio Braziliense Foto:Lucas Figueiredo/CBF

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