A possibilidade de agentes de trânsito passarem a portar arma de fogo tem gerado debate em todo o país. Em entrevista ao Dia a Dia News, o coronel Luziel afirmou que a medida pode representar um importante avanço na proteção desses profissionais, desde que seja acompanhada de preparo técnico, treinamento contínuo e uso responsável do armamento.
Proteção durante as abordagens
Segundo o coronel, os agentes de trânsito enfrentam diariamente situações de risco durante abordagens a veículos, sem saber se encontrarão cidadãos comuns ou pessoas dispostas a reagir de forma violenta. Por isso, ele considera legítimo que esses profissionais tenham condições de proteger a própria vida e agir diante de uma eventual ameaça.
Na avaliação dele, o armamento deve ser visto como um equipamento de defesa, capaz de oferecer mais segurança tanto aos agentes quanto à população.
Capacitação é indispensável
Apesar de defender o porte de arma, o coronel ressalta que a autorização deve estar condicionada a um rigoroso processo de capacitação.
Segundo ele, os agentes que passarem a utilizar armamento precisam receber treinamento específico, dominar as técnicas de abordagem e estar preparados para agir dentro dos limites da lei. Para Luziel, não basta conceder o direito ao porte sem investir na formação adequada desses profissionais.
Uso responsável da arma
O entrevistado também chamou a atenção para a forma como as abordagens devem ser ser conduzidas. Na avaliação dele, o uso da arma não pode ser banalizado nem servir para intimidar cidadãos durante fiscalizações de rotina.
A recomendação é que o armamento seja utilizado apenas quando houver necessidade real, respeitando os princípios da legalidade, da proporcionalidade e da preservação da vida.
Mais autonomia para os agentes
Na opinião do coronel, o porte de arma poderá ampliar a autonomia dos agentes de trânsito. Atualmente, em ocorrências de maior risco, esses profissionais muitas vezes dependem do apoio da Polícia Militar ou da Guarda Municipal para garantir a própria segurança.
Com o treinamento adequado, ele acredita que os agentes estarão mais preparados para enfrentar situações inesperadas durante o exercício da função.
Violência exige soluções integradas
Embora reconheça os benefícios da medida, o coronel Luziel destaca que o porte de arma, por si só, não resolverá os problemas relacionados à violência.
Segundo ele, a segurança pública depende de ações integradas envolvendo escolas, famílias, comunidades e os diversos órgãos de segurança, além de políticas públicas voltadas à prevenção da criminalidade e de punições efetivas para quem pratica crimes.
Para o coronel, somente uma atuação conjunta entre o poder público e a sociedade será capaz de produzir resultados duradouros na redução da violência.
