Parque Náutico do Rio Jacuípe é apresentado em Feira

O sonho de transformar as margens do Rio Jacuípe em um grande complexo de turismo, esporte e lazer começou a sair do papel. A Prefeitura de Feira de Santana apresentou o pré-projeto do Parque Náutico do Rio Jacuípe, iniciativa que pretende impulsionar a economia local, gerar empregos e colocar o município em destaque no cenário nacional do turismo náutico.

Durante a apresentação, o prefeito José Ronaldo destacou que o empreendimento representa o cumprimento de um compromisso assumido durante a campanha e classificou a proposta como um dos projetos mais ousados já idealizados para o município.

“É mais um sonho que, graças a Deus, estamos conseguindo realizar. É um projeto corajoso que muda a história daquela região do Rio Jacuípe, de Feira de Santana, da Bahia e, quem sabe, do Brasil. Contratamos a Fundação Getulio Vargas, uma instituição altamente respeitada, para elaborar esse projeto. Agora é esperar a conclusão dos estudos para apresentá-lo ao Brasil e até ao exterior, atraindo empresas interessadas em investir.”

O projeto prevê um complexo voltado ao turismo, à preservação ambiental, aos esportes náuticos e ao lazer, com marinas, restaurantes, estacionamentos, mirantes, trilhas ecológicas, áreas esportivas, espaços para grandes eventos, píeres e equipamentos voltados à convivência.

Concepção será transformada em projeto executivo

O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, explicou que o material apresentado representa uma concepção inicial. A partir de agora, a Fundação Getulio Vargas ficará responsável por desenvolver todos os estudos técnicos necessários para viabilizar o empreendimento.

“O que foi apresentado é uma concepção. A Fundação Getulio Vargas vai desenvolver toda a modelagem do projeto. Vamos urbanizar cerca de 260 mil metros quadrados, criando restaurantes, marinas, mirantes, trilhas, espaços esportivos e um grande complexo de lazer. Queremos também receber competições nacionais de canoagem, incentivar o ecoturismo, oferecer passeios de catamarã e construir um píer flutuante para acompanhar as variações do nível do rio.”

Segundo o secretário, a principal finalidade do Parque Náutico é criar novas oportunidades de desenvolvimento para Feira de Santana.

“Estamos buscando gerar emprego e renda. Essa é a obrigação do poder público. Feira continua crescendo e precisa atrair grandes investimentos. Se não fizermos isso, como vamos oferecer oportunidades para as próximas gerações?”

Estudos devem durar até dois anos

Responsável pela elaboração da modelagem do projeto, o coordenador de projetos da Fundação Getulio Vargas, Felipe Bittencourt, explicou que a primeira etapa será dedicada aos estudos técnicos, ambientais, jurídicos e econômico-financeiros.

“Agora começamos os estudos para identificar quais são os melhores equipamentos para a cidade, como integrar desenvolvimento social, preservação ambiental e turismo. Depois serão realizados os estudos jurídicos para atender às legislações municipal, estadual e federal e, por fim, os estudos econômico-financeiros para definir o investimento necessário e a melhor forma de atrair parceiros privados.”

Após essa fase, a FGV também ficará responsável pela estruturação da concessão e pelo apoio ao município durante o processo licitatório.

“Depois partimos para a modelagem da licitação, definindo o edital e o contrato mais adequado, acompanhando o município até a escolha do parceiro privado que irá construir e operar o empreendimento.”

De acordo com Felipe Bittencourt, esse processo deverá levar entre um e dois anos, período que inclui consultas públicas, audiências e análise pelos órgãos de controle.

Investimento será da iniciativa privada

O prefeito José Ronaldo informou que a implantação do Parque Náutico será viabilizada por meio de concessão à iniciativa privada. O terreno permanecerá pertencendo ao município.

“O terreno é da Prefeitura. Vamos atrair a iniciativa privada para construir esse projeto e administrá-lo. O investimento virá da iniciativa privada.”

Carlos Brito explicou que o modelo permitirá atrair investidores sem abrir mão do patrimônio público.

“O município continua sendo proprietário da área. A empresa fará os investimentos, administrará o equipamento e será remunerada pela prestação dos serviços. É uma forma de estimular o investimento privado e garantir a implantação do projeto.”

A expectativa inicial é que o empreendimento gere mais de mil empregos entre a construção e a operação.

Potencial para transformar a economia

Para o presidente da Associação Náutica da Bahia, Santiago Campo, o Parque Náutico tem potencial para movimentar diversos segmentos econômicos e consolidar Feira de Santana como referência no turismo náutico.

“É um projeto grandioso. Não vai desenvolver apenas a náutica, mas toda uma cadeia econômica. Movimenta a hotelaria, os serviços, a gastronomia, a logística, o comércio e gera emprego e renda. Também fortalece o esporte e dá visibilidade para Feira de Santana.”

Ele também ressaltou que projetos desse porte podem caminhar lado a lado com a preservação ambiental.

“Um equipamento como esse também promove preservação ambiental. Feira vai sentir os reflexos no turismo, na visitação e no esporte. Quem sabe até formando atletas para a Bahia e para o Brasil.”

Na avaliação de Santiago Campo, a participação da Fundação Getulio Vargas e a busca por investidores privados fortalecem a credibilidade da proposta.

“O gestor comprou essa ideia, que é importantíssima. A iniciativa privada chegando junto já representa um grande passo. Com a Fundação Getulio Vargas conduzindo os estudos, acredito que esse projeto já nasce grande.”

Desenvolvimento urbano e valorização ambiental

A arquiteta Ana Cristina Monteiro, representante da Associação dos Arquitetos de Feira de Santana, destacou que o projeto representa uma oportunidade de integrar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida.

“Estou extremamente feliz com essa iniciativa. Esse parque será transformador para uma área que já é privilegiada pela natureza. Agora ela ganhará também uma função social, de lazer e de turismo, trazendo muito desenvolvimento para Feira de Santana.”

Ela destacou ainda que o município possui um importante patrimônio hídrico, que precisa ser valorizado e preservado.

“Feira de Santana tem um grande manancial de águas, com lagoas e rios como o Jacuípe, o Paraguaçu e o Subaé. Precisamos olhar para esse patrimônio como oportunidade de desenvolvimento. O esporte náutico será o carro-chefe desse espaço, mas haverá muitas outras possibilidades de uso. Tenho certeza de que será um equipamento para toda a região e ajudará Feira de Santana a mostrar toda a sua força como polo regional.”

Encerrando a apresentação, José Ronaldo reafirmou a confiança no projeto e disse acreditar que o Parque Náutico poderá se tornar um dos maiores empreendimentos turísticos do país.

“Nosso sonho é fazer o maior parque náutico da Bahia, do Nordeste e talvez do Brasil. Eu viajo muito e não conheço um projeto semelhante. Acredito nessa cidade, acredito nessa gente e acredito que vamos transformar esse sonho em realidade.”


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