A partir deste sábado (1º), a gasolina vendida no Brasil passa a conter uma proporção maior de etanol anidro. A mistura obrigatória sobe de 30% para 32%, enquanto a do diesel passa a ter 17% de biodiesel, em medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
A mudança faz parte da política de ampliação do uso de biocombustíveis no país e tem como objetivo reduzir a dependência da gasolina de origem fóssil, estimular a produção nacional de etanol e diminuir as emissões de gases de efeito estufa.
Segundo especialistas, o aumento da participação do etanol pode contribuir para uma leve redução no preço da gasolina, já que o biocombustível costuma ter custo inferior ao da gasolina pura. No entanto, o impacto no bolso do consumidor dependerá das condições de mercado e do repasse feito pelas distribuidoras e postos de combustíveis.
Para os motoristas, não será necessário fazer qualquer adaptação nos veículos. A gasolina comercializada nos postos continuará sendo compatível com os automóveis movidos a gasolina e flex, seguindo os padrões estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O governo avalia que a medida fortalece a cadeia produtiva do etanol, amplia a segurança energética do país e reforça a estratégia de descarbonização da matriz de transportes.
