O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que os sistemas utilizados nas eleições passam por um rigoroso processo de assinatura digital e lacração, mecanismo que impede qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após a conclusão dessa etapa.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, nem mesmo o próprio tribunal pode modificar os sistemas depois da cerimônia de lacração. Caso seja necessária qualquer mudança, é obrigatória a realização de uma nova cerimônia pública, acompanhada pelas entidades responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral.
A proteção dos sistemas é reforçada por diversas auditorias e verificações realizadas antes e durante as eleições. No dia da votação, por exemplo, os juízes eleitorais conferem a autenticidade dos softwares instalados nas urnas. Além disso, desde 2002, o TSE promove o Teste de Integridade, no qual urnas são sorteadas para simular a votação e comprovar que os equipamentos registram corretamente os votos.
De acordo com o tribunal, essas medidas garantem que os programas utilizados no dia da eleição sejam exatamente os mesmos que foram assinados e lacrados, preservando a integridade, a segurança e a transparência do processo eleitoral.
