O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que o crescimento da dívida pública brasileira está relacionado principalmente aos juros elevados e à necessidade de refinanciamento de débitos antigos, e não ao aumento dos gastos do governo.
Segundo o ministro, o governo não está gastando mais do que arrecada. Ele explicou que a ampliação da dívida ocorre porque o Tesouro precisa emitir novos títulos para quitar compromissos anteriores, processo conhecido como rolagem da dívida. Na avaliação de Durigan, é esse mecanismo, aliado ao alto custo dos juros, que tem pressionado o endividamento público.
Dados divulgados recentemente pelo Tesouro Nacional mostram que a Dívida Pública Federal ultrapassou R$ 9,2 trilhões em junho, impulsionada principalmente pela emissão de títulos atrelados à taxa Selic. Como esses papéis acompanham os juros básicos da economia, o aumento das taxas também eleva o custo da dívida.
Durigan reconheceu que a situação fiscal influencia o comportamento dos juros, mas destacou que outros fatores também pesam na definição das taxas. Ele reforçou que o governo continuará trabalhando para melhorar o resultado fiscal e manter o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
