Edu Silva entrou de vez para a “calçada da fama” do Touro

Técnico Edu Silva | Foto: Rafale Falcão

Certamente um dos mais felizes com retorno do Fluminense à 1ª divisão do futebol estadual é o treinador Edu Silva. Depois de uma passagem marcada por altos e baixos no clube entre os anos de 2019 e 2020, o profissional venceu seu maior desafio e cravou o seu nome de vez na lista de treinadores vencedores no Touro do Sertão.

Chegou como auxiliar em 2019, mas logo teve a chance de assumir o time e conquistou de forma invicta a Copa de Aspirantes, o que lhe rendeu a permanência como técnico para 2020, pois a diretoria que assumiu o clube não “teve peito” para tirá-lo. Depois, meio à crise administrativa e financeira, com os resultados ruins, ele deixou o clube e só retornaria quase quatro anos depois – já no processo de transformação do Fluminense em SAF – para em principio ser auxiliar do então treinador Paulo Foiani e posteriormente assumir o comando das divisões de base do clube.

Em 24, o Touro caiu na semifinal da Segundona para o novato Porto e na sequência, o time trocou de Paulo no seu comando técnico: saiu Foiani e veio Sales, apontado por todos, como o grande condutor do Touro dentro de campo, pois um ano antes foi campeão da 2ª divisão com o Colo-Colo, fazendo valer o título de o “Rei do Acesso”. Com três rodadas, no ano passado, Sales sai e ficou nas mãos de Edu, a responsabilidade de conduzir o time no restante da competição: foram atuações irregulares, que não passavam a confiança de que o final seria feliz. Como muitas vezes, futebol tem alguma lógica, mais uma vez o time caiu na semifinal, agora diante do Bahia de Feira, com Edu sendo criticado duramente por suas escolhas e principalmente pela apatia que a equipe apresentou durante os jogos.

Este ano, depois da saída de Rodrigo Fonseca (faltando 15 dias para começar a competição), Edu novamente assumiu o comando, em meio às dúvidas e questionamentos da torcida e da imprensa e conduziu o time de forma incontestável, não só ao acesso à elite, mas à conquista justíssima da 2ª divisão. Mas, o que mudou? Qual o mérito de Edu Silva como treinador na conquista do Fluminense?

O principal mérito foi assumir o time e trabalhar, sem se preocupar com críticas, sem alimentar o seu ego ao proferir discursos, ou simplesmente buscar responder àqueles que questionaram a sua capacidade. Ele provou que no futebol, mais do que palavras, a melhor resposta é o trabalho e se um time tem o dedo e principalmente a cara do seu treinador, esse time foi o Fluminense: equilibrado e acima de tudo com uma raça e entrega, impressionantes.

Quem viu o tricolor feirense na estreia contra o Redenção, viu um time aguerrido, partindo para dentro do adversário, sem relaxar um segundo, nem mesmo quando tinha o domínio do jogo e o placar definido. Essa foi a tônica de todos os jogos, ao longo desta campanha inesquecível e a lógica do futebol mais uma vez prevaleceu. O desabafo de Edu não foi com palavras, mas lágrimas, quando o Fluminense carimbou a sua volta à elite do futebol baiano, numa prova de que muitas vezes a melhor resposta é aquela que não se dá.

Só ele sabia o que estava sentido, pois talvez, fosse a pior das derrotas se este ano, o Fluminense não saísse da fila. Era muita pressão, muita responsabilidade sobre seus ombros e aquele desabafo, com certeza deve ter sido um misto de alegria e de alívio.
No ano passado, o presidente da SAF, Filemon Neto em uma entrevista disse que Edu Silva seria o Alex Ferguson do Fluminense. O técnico inglês passou 27 anos no comando do Manchester United, onde conquistou 38 grandes troféus, incluindo 13 edições da Premier League e 2 Ligas dos Campeões da UEFA. Quem sabe, se estas palavras não se tornam uma realidade para o Edu?

O certo é que a conquista do Fluminense em 2026 teve a assinatura de Edu Silva, que mostrou ter “estrela” e principalmente competência à frente do time. Ele, com certeza daqui há muitos anos será lembrado por este momento do Touro.

Definitivamente Edu Silva fincou seus pés na “calçada da fama” tricolor!

Por: Cristiano Alves

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