A assinatura do contrato que viabiliza a construção do novo hospital municipal de Feira de Santana é resultado de um trabalho conjunto entre diferentes setores da Prefeitura e de um processo conduzido com foco em agilidade e simplificação, segundo o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito. Em entrevista ao Dia a Dia News, ele destacou a participação das equipes técnicas da administração e defendeu o modelo de parceria público-privada (PPP) como uma alternativa para ampliar a capacidade de investimentos do município.
Brito afirmou que a Prefeitura conseguiu cumprir, em tempo considerado recorde, as etapas necessárias para estruturar a PPP. Segundo ele, a estratégia adotada foi evitar a burocratização desnecessária e organizar os diferentes setores envolvidos para que o processo pudesse avançar até a assinatura do contrato.
“Nós montamos a equipe. O importante aqui é que é uma equipe operativa, todo mundo com objetivo claro e bem definido”, afirmou.
Iniciativa privada pode dar mais agilidade aos projetos
Ao comentar a utilização das PPPs na administração pública, Carlos Brito avaliou que a participação da iniciativa privada pode contribuir para acelerar projetos de infraestrutura nas grandes cidades.
Segundo o secretário, empresas privadas possuem maior flexibilidade operacional e capacidade de resposta, características que podem ser aproveitadas pelo poder público na execução de empreendimentos de maior porte.
“A iniciativa privada tem outra pegada. Tem mais agilidade, tem mais flexibilidade”, declarou.
Para Brito, a assinatura do contrato do hospital deve ser apenas uma das iniciativas que utilizarão esse modelo de parceria. Ele afirmou que outros projetos estão sendo preparados para Feira de Santana.
“Você não trabalha sozinho”
O secretário também falou sobre o reconhecimento recebido pela participação no processo de planejamento e destacou que o resultado não pode ser atribuído a uma única pessoa.
Brito ressaltou que o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Planejamento envolve servidores, assessores e a articulação com outras secretarias da administração municipal.
Segundo ele, a atuação depende de uma liderança que esteja disposta a ouvir as equipes técnicas e, ao mesmo tempo, tomar decisões para colocar os projetos em prática.
Ao citar a implantação dos viadutos em Feira de Santana, o secretário lembrou que o prefeito inicialmente apresentou resistência à proposta, mas acabou sendo convencido pela equipe de que a intervenção seria importante para a cidade.
“Ele ouve e executa. Porque às vezes tem liderança que ouve e não executa”, afirmou.
Novos projetos no planejamento
Durante a entrevista, Carlos Brito também antecipou outros projetos que estão no planejamento da administração municipal.
Entre eles está o Parque Náutico do Jacuípe, apresentado pelo secretário como uma nova conquista para Feira de Santana. Ele também citou a previsão de implantação de um parque na região da Lagoa Salgada.
Outro projeto mencionado é a construção da Avenida Vale do Pojuca, que deverá ligar a região do Terminal da Ayrton Senna à BR-116.
Segundo Brito, a nova via terá impacto direto sobre áreas que concentram empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. A expectativa apresentada pelo secretário é de que a avenida beneficie mais de dez condomínios e melhore a circulação de moradores e veículos na região.

Orçamento limitado exige planejamento
Apesar dos projetos em andamento, o secretário reconheceu que Feira de Santana enfrenta limitações orçamentárias para financiar grandes obras exclusivamente com recursos próprios.
Brito afirmou que o município possui um orçamento considerado pequeno em relação às demandas de uma cidade do porte de Feira de Santana e, por isso, precisa buscar alternativas de financiamento e estruturar parcerias para viabilizar investimentos.
“Nosso orçamento é pequeno, temos orçamento de cidade de 300 mil habitantes, então tem que se fazer mágica”, disse.
Para o secretário, a utilização de crédito, desde que planejada e com capacidade de pagamento, e a aproximação com a iniciativa privada são mecanismos importantes para permitir que o município execute projetos que dificilmente seriam realizados apenas com a receita própria.
Ao avaliar sua trajetória na administração municipal, Carlos Brito atribuiu os resultados à atuação coletiva das equipes e afirmou que as obras representam a continuidade de um projeto de longo prazo para Feira de Santana.
Segundo ele, o novo hospital e os demais empreendimentos previstos fazem parte de uma estratégia de planejamento que ainda deverá apresentar novos projetos nos próximos anos.
