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Novos tratamentos reforçam importância do diagnóstico precoce do Alzheimer

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Avanços da medicina mudam perspectiva para pacientes

Os avanços da medicina estão transformando a forma como o Alzheimer é diagnosticado e tratado. Embora a doença ainda não tenha cura, novas terapias têm ampliado as possibilidades de retardar sua evolução, desde que o diagnóstico seja feito nas fases iniciais.

Em entrevista ao Dia a Dia News, o neurologista Dr. Anísio Adalio explicou que o momento atual representa uma mudança importante no tratamento da doença.

“Estamos vivendo uma era de revolução no tratamento do Alzheimer. Hoje já existem medicamentos que conseguem retardar a progressão da doença, mas eles precisam ser iniciados nas fases iniciais.”

Esquecer nomes nem sempre é motivo para preocupação

Uma dúvida bastante comum entre os ouvintes foi respondida durante a entrevista: esquecer o nome de uma pessoa significa Alzheimer?

Segundo o neurologista, esse tipo de situação, principalmente quando o nome é lembrado logo em seguida, costuma fazer parte da rotina e não representa, isoladamente, um sinal da doença.

“Esquecer o nome de alguém é um sintoma bastante comum e, sozinho, não gera um sinal de alarme. O que chama mais atenção é quando a pessoa começa a esquecer o nome de objetos do dia a dia e precisa descrevê-los porque não consegue lembrar a palavra.”

O especialista explica que esse tipo de dificuldade na linguagem merece investigação, especialmente quando passa a acontecer com frequência.

Diagnóstico precoce faz toda a diferença

Durante a entrevista, o médico destacou que o maior desafio continua sendo identificar a doença antes que ela provoque perdas importantes da memória e da autonomia.

Isso porque os novos medicamentos disponíveis apresentam melhores resultados justamente nos estágios iniciais do Alzheimer.

“Quando a doença já está mais avançada, a capacidade de impedir sua progressão é muito menor. Por isso, identificar os sintomas cedo é fundamental.”

Anisio Adalio | Foto: Fernanda Martins

Controle da saúde ajuda a proteger o cérebro

Além dos tratamentos, o neurologista reforçou que a prevenção passa pelo controle dos fatores de risco que podem acelerar o envelhecimento cerebral.

Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade e tabagismo estão entre as condições que exigem atenção ao longo da vida.

“Não conseguimos mudar a idade, mas conseguimos fazer com que o cérebro envelheça de forma mais saudável. Controlar a pressão, a glicemia, o colesterol, manter atividade física, dormir bem e reduzir o estresse são medidas comprovadamente benéficas.”

Alzheimer também pode surgir em pessoas mais jovens

Embora seja mais frequente após os 65 anos, o Alzheimer também pode atingir pessoas mais jovens.

Segundo o Dr. Anísio Adalio, quando a doença aparece antes dessa idade, ela é considerada de início precoce e pode apresentar características diferentes.

“Os sintomas comportamentais costumam aparecer com mais intensidade nesses casos, mas todo quadro precisa ser avaliado individualmente.”

Família exerce papel fundamental

Outro ponto destacado pelo neurologista foi a participação da família durante todo o tratamento.

Além de ajudar na identificação dos primeiros sintomas, familiares e cuidadores têm papel essencial no acompanhamento da evolução da doença.

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“O Alzheimer não afeta apenas o paciente. Ele também interfere diretamente na qualidade de vida de quem cuida. O médico precisa olhar para toda a família.”

Estimulação cognitiva preserva a autonomia

De acordo com o especialista, manter o cérebro ativo é uma das estratégias mais importantes após o diagnóstico.

Nas fases iniciais, atividades como leitura, jogos, interação social e novos aprendizados ajudam a estimular as funções cognitivas.

Já nos estágios mais avançados, terapias de reabilitação, conduzidas por profissionais especializados, contribuem para que o paciente mantenha sua independência pelo maior tempo possível.

Atenção aos primeiros sinais

Ao encerrar a entrevista ao Dia a Dia News, o neurologista reforçou que qualquer alteração persistente na memória, na linguagem ou no comportamento deve ser avaliada por um especialista.

“Se o próprio paciente ou alguém da família percebe que existe uma dificuldade diferente daquela considerada normal, vale a pena procurar um neurologista. Quanto mais cedo fizermos o diagnóstico, maiores serão as possibilidades de preservar a qualidade de vida.”

Segundo o médico, informação e conscientização continuam sendo as principais ferramentas para reduzir o diagnóstico tardio e garantir um cuidado mais eficaz aos pacientes com Alzheimer.

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