Uma funcionária de 26 anos foi presa nesta quinta-feira (27), em Salvador, suspeita de participar de um esquema que teria desviado R$ 2,9 milhões de cinco empresas dos setores de construção civil e incorporação imobiliária. A prisão ocorreu durante a Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil também em Itaberaba.
Segundo as investigações, a suspeita utilizava a função que exercia nas empresas para manipular pagamentos realizados por Pix. Ela colocava no sistema o nome de fornecedores verdadeiros, mas direcionava os valores para contas bancárias de familiares, entre eles a própria mãe e o companheiro.
Para conseguir a aprovação dos pagamentos, a investigada teria criado situações de aparente urgência financeira e alegado possíveis riscos de multas. Dessa forma, os sócios das empresas eram levados a autorizar rapidamente as transferências.
A Polícia Civil identificou aproximadamente 386 transações suspeitas realizadas entre abril de 2025 e maio de 2026. O prejuízo total estimado é de R$ 2.931.689,58.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de três mandados de medidas cautelares e três de busca e apreensão domiciliar.
Os policiais apreenderam celulares, cartões vinculados a diferentes contas bancárias, equipamentos eletrônicos e dois veículos.
As investigações continuam para esclarecer toda a movimentação financeira e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A polícia também busca bloquear e recuperar os valores que teriam sido desviados das empresas.
