Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos pelo ex-financista Jeffrey Epstein pedem ao menos US$ 6 milhões (cerca de R$ 32 milhões) em uma nova ação contra os responsáveis pela herança do financista.
Protocolada em Nova York nesta semana, a ação alega que imagens de abuso sexual infantil envolvendo as autoras integram o acervo de Epstein e solicita à Justiça a identificação e a notificação de outras possíveis vítimas.
Além do valor total, a ação pede uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada integrante da classe que venha a ser reconhecido pela Justiça, além de danos compensatórios e punitivos.
Elas alegam que Epstein manteve em seu acervo imagens de abuso sexual infantil envolvendo as duas e pedem que a Justiça determine a criação de um programa para identificar e notificar todas as pessoas retratadas no material.
A ação foi protocolada na terça-feira (15/9) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York.
As autoras são identificadas no processo pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy” e movem a ação individualmente e em nome de uma possível classe de outras pessoas que teriam sido retratadas em imagens de abuso sexual infantil apreendidas de propriedades ou dispositivos controlados por Epstein.
O processo tem como réus Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista. Os dois são processados exclusivamente na condição de co-executores do espólio.
Fonte:Metrópoles Foto:Divulgação