Alzheimer: sinais de alerta que as famílias não devem ignorar

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A Semana de Conscientização sobre o Alzheimer reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a doença, identificar sinais de alerta e buscar avaliação médica diante de mudanças persistentes na memória e no comportamento. O período também chama a atenção para os cuidados com a saúde durante o envelhecimento e para a importância do acompanhamento médico ao longo da vida.

De acordo com a geriatra Janaína Almeida, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que pode comprometer progressivamente a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades do cotidiano. Entre os sinais que merecem atenção estão esquecimentos frequentes que interferem na rotina, dificuldade para realizar tarefas habituais, problemas de orientação, alterações de comportamento e dificuldades para encontrar palavras ou acompanhar conversas.

A médica destaca que nem todo esquecimento significa demência. Com o envelhecimento, pode ocorrer uma redução natural da velocidade para lembrar determinadas informações. A preocupação aumenta quando as alterações são frequentes, progressivas e começam a comprometer a autonomia ou a rotina da pessoa.

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O acompanhamento com um geriatra também pode contribuir para a identificação precoce de problemas de saúde comuns na terceira idade. Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, alterações de visão e audição, problemas de mobilidade, depressão e distúrbios do sono estão entre as condições que precisam ser acompanhadas, mesmo quando o idoso não apresenta sintomas aparentes.

Manter consultas e exames de rotina permite identificar fatores de risco e doenças ainda em fases iniciais. Para Janaína Almeida, cuidar da saúde na velhice não deve começar somente quando surgem problemas. O acompanhamento preventivo ajuda a preservar a autonomia e a qualidade de vida.

Hábitos mantidos ao longo da vida também estão relacionados a um envelhecimento mais saudável. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado, controle de doenças crônicas e redução do consumo de álcool e do tabagismo são medidas importantes para a saúde do organismo e também podem contribuir para a proteção da saúde cerebral.

A convivência social e a manutenção de atividades que estimulam o cérebro também fazem parte desse cuidado. Ler, aprender coisas novas, participar de atividades culturais, manter vínculos familiares e de amizade e permanecer ativo dentro das possibilidades individuais podem contribuir para o bem-estar emocional e cognitivo.

Outro ponto que exige atenção é o uso de medicamentos. Muitos idosos utilizam vários remédios diariamente, o que aumenta a necessidade de acompanhamento profissional. A família deve evitar mudanças de doses, interrupções ou combinações de medicamentos por conta própria. A avaliação médica e a revisão periódica das prescrições ajudam a reduzir riscos relacionados ao uso inadequado dos remédios.

Mudanças na capacidade de realizar atividades que antes eram feitas com facilidade também devem ser observadas. Dificuldades para administrar dinheiro, preparar alimentos, tomar medicamentos corretamente, cuidar da higiene pessoal ou se orientar em locais conhecidos podem indicar perda de autonomia e precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.

Quando surgem alterações de memória ou comportamento, a participação da família é fundamental. Observar a evolução dos sintomas, acompanhar consultas e ajudar na organização da rotina são atitudes que podem facilitar o cuidado. No caso de um diagnóstico de Alzheimer, é importante compreender que a doença provoca mudanças progressivas e que a família também precisa receber orientação para adaptar a rotina às novas necessidades do paciente.

Embora não exista uma forma de garantir a prevenção do Alzheimer, é possível atuar sobre fatores de risco relacionados à saúde cardiovascular e ao estilo de vida. O controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além da prática de atividade física, alimentação adequada, sono de qualidade e manutenção da vida social e intelectual, pode contribuir para a redução de riscos associados ao declínio cognitivo.

Envelhecer com qualidade de vida, portanto, está relacionado não apenas à ausência de doenças, mas também à manutenção da autonomia, dos vínculos sociais, da capacidade funcional e do bem-estar. O acompanhamento médico regular permite identificar necessidades específicas e orientar cuidados de acordo com a realidade de cada idoso.

Durante o período de conscientização sobre o Alzheimer, a principal orientação é que idosos e familiares não ignorem mudanças persistentes na memória, no comportamento ou na capacidade de realizar atividades cotidianas. A busca por avaliação profissional pode ajudar a identificar as causas dos sintomas e, quando necessário, iniciar o acompanhamento adequado o quanto antes.

Por: Mayara Nailanne

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