Um novo estudo chama a atenção para os possíveis impactos do consumo frequente de alimentos ultraprocessados sobre a saúde. A pesquisa analisou dados de quase nove milhões de adultos e encontrou associação entre o consumo elevado desses produtos e um maior risco de diversas doenças crônicas, além de morte por qualquer causa.
O levantamento reuniu 51 estudos populacionais, com participantes acompanhados por períodos que variaram de dois a 32 anos. Segundo os pesquisadores, pessoas que consumiam maiores quantidades de ultraprocessados apresentaram maior ocorrência de problemas cardiovasculares, obesidade e sobrepeso, síndrome metabólica, diabetes e hipertensão.
Também foram observadas associações com doenças do aparelho digestivo, além de depressão e ansiedade.
Entre os produtos classificados como ultraprocessados estão refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, refeições prontas e alguns produtos embutidos. Esses alimentos geralmente possuem combinações de ingredientes, aditivos e substâncias utilizadas para melhorar sabor, textura, aparência e conservação.
Os pesquisadores destacam que o estudo aponta associações e não significa que um determinado alimento, isoladamente, seja responsável pelo desenvolvimento de uma doença.
A recomendação é reduzir o consumo desses produtos e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, ovos e carnes frescas.