Entenda como funciona o quociente eleitoral e a disputa por vagas na Câmara e na Alba

Nas eleições deste domingo, os eleitores da Bahia vão escolher, além do presidente, governador e senadores, os representantes para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia, a Alba. Para esses dois cargos, a eleição segue o sistema proporcional, que leva em consideração não apenas a votação individual dos candidatos, mas também o desempenho dos partidos e federações.

O chamado quociente eleitoral é calculado a partir da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas disponíveis. A partir desse resultado, é possível calcular quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a ocupar.

Na prática, os votos dados aos candidatos também são contabilizados para o partido ou federação. Assim, uma legenda que consiga uma votação expressiva pode conquistar mais de uma cadeira, que será ocupada pelos candidatos mais votados daquele grupo.

Além das vagas obtidas diretamente pelo cálculo do quociente partidário, existem as chamadas sobras eleitorais. Essas vagas são distribuídas por meio de uma nova etapa de cálculo, seguindo as regras previstas na legislação eleitoral.

Na Bahia, estão em disputa 39 vagas para a Câmara dos Deputados e 63 cadeiras na Assembleia Legislativa, totalizando 102 vagas. 

O modelo também explica o papel dos chamados “puxadores de votos”. Candidatos com votação muito alta podem contribuir para que seus partidos ou federações alcancem o número de votos necessário para conquistar mais cadeiras, beneficiando outros candidatos da mesma legenda. 

Já os votos em branco e nulos não entram no cálculo dos votos válidos utilizados para definir o quociente eleitoral. 

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