A urna eletrônica completa 30 anos em 2026, marcando uma mudança na forma como os brasileiros votam e acompanham a apuração dos resultados eleitorais. O equipamento foi utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, quando parte do eleitorado brasileiro participou da votação por meio do sistema eletrônico.
Antes da implantação da tecnologia, os votos eram registrados em cédulas de papel, preenchidas manualmente e depositadas em urnas de lona. A contagem também era feita manualmente, um processo que podia levar dias ou até semanas para ser concluído.
A partir de 1996, a informatização começou a ser ampliada gradualmente. Em 1998, as urnas passaram a exibir as fotografias dos candidatos. Já em 2000, o sistema eletrônico foi utilizado em todo o país.
Ao longo dos anos, o equipamento recebeu melhorias tecnológicas, incluindo recursos de identificação biométrica, aperfeiçoamentos no processamento de dados e mecanismos de segurança e auditoria.
Nas eleições de 2026, a urna eletrônica também apresenta novidades na tela, como recursos de acessibilidade com intérprete de Libras, informações sobre votos brancos e nulos e uma barra que indica o andamento da votação.
A Justiça Eleitoral mantém procedimentos de fiscalização e auditoria dos sistemas, com participação de instituições públicas, partidos políticos e entidades autorizadas. Os mecanismos incluem testes de segurança, verificação dos programas e acompanhamento de diferentes etapas do processo eleitoral.
Três décadas após sua primeira utilização, a urna eletrônica continua sendo utilizada nas eleições brasileiras, permitindo o registro dos votos e a divulgação dos resultados após o encerramento da votação.