Saúde mental: Ailla Cardoso destaca influência das condições sociais no bem-estar emocional da população

A saúde mental vai muito além do cuidado individual e está diretamente relacionada às condições de vida, às relações sociais, ao ambiente de trabalho e ao acesso aos serviços de saúde. Embora sentimentos como tristeza, cansaço e preocupação façam parte do cotidiano, é importante reconhecer quando essas manifestações se tornam mais intensas, frequentes e começam a interferir na rotina. O tema foi discutido pela psicóloga Ailla Cardoso, em entrevista ao Dia a Dia News, durante uma conversa sobre os sinais de alerta para o adoecimento emocional, os preconceitos que ainda cercam o acompanhamento psicológico e a importância da saúde coletiva na promoção do bem-estar.

Ao longo da entrevista, a especialista ressaltou que compreender a saúde mental exige atenção tanto às experiências individuais quanto aos fatores sociais que influenciam a vida das pessoas. A adoção de hábitos saudáveis, o fortalecimento das relações interpessoais e a procura por acompanhamento profissional são medidas importantes, mas precisam estar associadas a condições de vida que favoreçam o cuidado e à construção de uma sociedade mais acolhedora.

Cansaço, tristeza e ansiedade: quando os sintomas merecem atenção

Sentir cansaço depois de um dia intenso, ficar triste diante de uma situação difícil ou enfrentar períodos de preocupação não significa, necessariamente, que uma pessoa esteja desenvolvendo um transtorno psicológico. Essas manifestações podem fazer parte das experiências comuns da vida. O sinal de alerta aparece quando os sintomas se intensificam, passam a ocorrer com maior frequência e começam a comprometer as atividades cotidianas.

De acordo com Ailla Cardoso, é necessário observar as mudanças no comportamento e os impactos que elas provocam nas diferentes áreas da vida, sem estabelecer diagnósticos precipitados a partir de manifestações isoladas.

“Os sinais e sintomas que a gente tem que ter atenção é se eles se apresentam de uma forma mais intensa, se eles mudam de intensidade e também de frequência”, explicou.

A psicóloga também destacou que o comprometimento das relações pessoais e profissionais é um aspecto importante nessa avaliação.

“Se eles passam a interferir nas nossas relações do dia a dia, se eles passam a interferir, por exemplo, no processo do trabalho, no ambiente familiar, nas relações interpessoais, isso a gente tem que ficar atenta, atentos a esses sintomas”, acrescentou.

Ailla Cardoso | Psicóloga

A orientação é observar se determinadas dificuldades emocionais estão se prolongando ou se tornando mais difíceis de administrar. Uma mudança persistente no sono, no comportamento, na disposição para realizar atividades ou na maneira de se relacionar com outras pessoas pode indicar a necessidade de uma avaliação profissional.

Entretanto, a presença de tristeza, cansaço ou preocupação não deve ser automaticamente associada a um diagnóstico. Cada pessoa tem uma história, enfrenta circunstâncias diferentes e reage de maneira particular às situações vivenciadas. Por isso, o acompanhamento profissional é importante para compreender o quadro e avaliar quais cuidados são necessários.

O sofrimento emocional nem sempre é percebido

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a dificuldade de identificar o sofrimento psicológico em pessoas que continuam mantendo suas atividades normalmente. Existe uma percepção equivocada de que alguém que sorri, trabalha, conversa com outras pessoas e cumpre suas responsabilidades não pode estar enfrentando problemas emocionais.

A realidade, porém, é mais complexa. Uma pessoa pode continuar desempenhando suas funções profissionais e, ao mesmo tempo, enfrentar sintomas de ansiedade ou depressão. A manutenção da produtividade não significa que o sofrimento não exista, nem elimina a necessidade de tratamento.

“Hoje a gente fala que depressão não tem cara, ansiedade também não tem cara”, destacou Ailla Cardoso.

Foto: Reprodução | Internet

Segundo a psicóloga, algumas pessoas conseguem preservar o desempenho no ambiente de trabalho mesmo enquanto enfrentam dificuldades emocionais. Por isso, não é adequado avaliar a saúde mental de alguém exclusivamente pela aparência ou pelo comportamento observado em público.

“Existem pessoas que podem acabar tendo ainda uma eficácia de desempenho que pode vir no ambiente de trabalho, mas isso não significa que essa pessoa não vivencia um transtorno emocional, psicológico, que ela não precisa realmente realizar um tratamento psicológico, um tratamento psiquiátrico”, explicou.

A especialista ressaltou ainda que pessoas que enfrentam esses problemas podem continuar trabalhando enquanto realizam acompanhamento profissional. O tratamento não significa necessariamente o afastamento de todas as atividades, mas deve considerar as necessidades e as condições de cada paciente.

Essa discussão também chama a atenção para a pressão social por produtividade. Em muitos ambientes, demonstrar cansaço, reconhecer limites ou falar sobre dificuldades emocionais ainda pode ser interpretado como falta de capacidade. Essa cobrança pode contribuir para que algumas pessoas escondam o que estão sentindo e adiem a procura por ajuda.

Por isso, reconhecer que o sofrimento nem sempre é visível é um passo importante para construir relações mais respeitosas e evitar julgamentos sobre a condição emocional de outras pessoas.

Preconceito ainda é uma barreira para o tratamento

Apesar de a saúde mental ter conquistado mais espaço nas discussões públicas, o preconceito continua sendo um desafio. A ideia de que procurar um psicólogo ou psiquiatra é sinal de fraqueza ou de que o tratamento é destinado apenas a pessoas em situações extremas ainda influencia a maneira como parte da população lida com o próprio sofrimento.

Para Ailla Cardoso, é necessário avançar na conscientização e ampliar a compreensão de que o acompanhamento psicológico e psiquiátrico faz parte dos cuidados com a saúde.

“A gente ainda tem muito a avançar no campo da saúde mental e principalmente por conta de diversos preconceitos que as pessoas têm em relação ao tratamento, à busca, a falar que, por exemplo, faz um acompanhamento em saúde mental, seja com psicólogo ou com psiquiatra ou com os dois”, afirmou.

A psicóloga observou que a discussão sobre o assunto vem passando por mudanças. A presença do tema nas redes sociais, por exemplo, tem contribuído para que mais pessoas falem abertamente sobre terapia e acompanhamento profissional.

“Dos últimos anos pra cá, a gente vem vendo uma mudança em relação a isso. Hoje em dia as pessoas já divulgam nas redes sociais, algumas pessoas falam: ‘Ah, voltei da minha terapia’. Fazem até memes, trabalham com isso, assim, pra trazer um pouco de mais leveza”, comentou.

Apesar desses avanços, a especialista considera necessário aprofundar a discussão para que o tratamento seja compreendido como uma prática de saúde, sem estigmas ou constrangimentos.

“Na intenção de a gente aprofundar a discussão em saúde mental, a gente precisa entender que é parte de um tratamento em saúde. Então, acho que isso precisa avançar mais na nossa população, inclusive em Feira de Santana, como a gente fala, no nosso território também”, ressaltou.

A superação desse preconceito também depende da circulação de informações confiáveis, da qualificação dos serviços e da possibilidade de encontrar atendimento adequado. Não basta incentivar as pessoas a procurarem ajuda se elas enfrentam barreiras para acessar os serviços ou se temem ser discriminadas por realizar um tratamento.

Nesse sentido, a saúde coletiva envolve tanto a conscientização da população quanto a construção de condições para que o cuidado seja acessível, contínuo e respeitoso.

Saúde coletiva: o bem-estar depende também das condições de vida

A saúde mental não pode ser analisada apenas a partir das escolhas e dos comportamentos individuais. As condições de trabalho, a organização da rotina, as relações familiares, a convivência comunitária e o acesso a serviços públicos também influenciam o bem-estar psicológico.

Durante a entrevista ao Dia a Dia News, Ailla Cardoso chamou a atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre o tema, considerando os fatores que ultrapassam a esfera individual e interferem no processo de saúde e adoecimento.

“Quando a gente vai para um âmbito mais macro, você sabe, Fernanda, que a gente não tem como falar de saúde sem falar de saúde coletiva”, afirmou.

A especialista explicou que existem fatores que não dependem exclusivamente das atitudes de cada pessoa, mas que precisam ser considerados na discussão sobre prevenção e cuidado.

“Tem fatores que não dependem necessariamente de atitudes individuais, mas que também envolvem o processo de saúde e adoecimento. E são o que a gente chama de fatores determinantes sociais de saúde”, destacou.

Os determinantes sociais da saúde incluem as condições em que as pessoas vivem e trabalham, as oportunidades disponíveis, a qualidade das relações sociais e as possibilidades de acesso a serviços essenciais. Esses fatores podem contribuir para a proteção da saúde ou aumentar a exposição a situações de vulnerabilidade.

Uma rotina profissional marcada por cobranças excessivas, por exemplo, pode dificultar o descanso e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Da mesma forma, a falta de apoio social, o isolamento e as dificuldades para acessar serviços de saúde podem tornar mais complexo o enfrentamento do sofrimento emocional.

Por isso, a promoção da saúde mental precisa considerar a realidade das pessoas e não apenas recomendar mudanças individuais. A adoção de hábitos saudáveis é importante, mas não resolve, sozinha, problemas relacionados às condições de trabalho, à ausência de suporte ou às dificuldades de acesso ao atendimento.

Ailla Cardoso reforçou a importância de pensar nas políticas públicas e nas relações construídas em sociedade.

“E aí o trabalho, e aí a gente pensar em políticas públicas. E pensar em como a gente vivencia a vida em comunidade, em coletivo. Isso tudo influencia também a nossa saúde e também precisa ser aí visto como um fator protetor”, explicou.

A perspectiva da saúde coletiva reforça a necessidade de serviços de saúde acessíveis, iniciativas de prevenção, ambientes profissionais que respeitem os limites dos trabalhadores e espaços comunitários que favoreçam o acolhimento. Também destaca a importância de reconhecer as diferentes realidades da população, evitando tratar o sofrimento emocional como uma questão que pode ser resolvida exclusivamente pela força de vontade.

Redes de apoio são fundamentais no enfrentamento do sofrimento

O apoio de familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas de confiança pode fazer diferença na vida de quem enfrenta dificuldades emocionais. Ter com quem conversar, encontrar acolhimento e sentir que não está sozinho são aspectos importantes para o enfrentamento de períodos de sofrimento.

Segundo Ailla Cardoso, as redes de apoio ajudam a manter os vínculos e podem contribuir para que a pessoa se sinta mais amparada durante o tratamento.

Foto: Reprodução | Internet

“Se você convive com alguém, é interessante que você pense sobre isso: essa pessoa está precisando de um suporte e você pode ser um suporte também pra ela”, orientou.

A psicóloga ressaltou que o apoio social é especialmente importante quando alguém começa a se sentir isolado ou distante dos ambientes em que costuma conviver.

“A manutenção das redes de suporte é fundamental para todo tratamento. E você pode estar ali sendo um apoio para essa pessoa quando muitas vezes ela se sente sozinha, se sente sem vinculações com o ambiente de trabalho, com o ambiente familiar”, acrescentou.

Na prática, oferecer apoio pode significar ouvir sem interromper, respeitar o tempo de quem está passando por dificuldades e evitar comentários que minimizem o sofrimento. Frases que sugerem que a pessoa precisa apenas se esforçar mais ou deixar de pensar nos problemas podem aumentar a sensação de incompreensão.

O acolhimento também exige reconhecer que cada indivíduo enfrenta suas dificuldades de uma maneira particular. Nem sempre será possível compreender integralmente o que o outro está sentindo, mas é possível demonstrar respeito e incentivar a procura por ajuda profissional quando necessário.

A especialista, no entanto, alertou para a importância de estabelecer limites. Familiares e amigos podem oferecer suporte, mas não devem assumir sozinhos a responsabilidade pelo tratamento ou pela recuperação de alguém.

Cuidar de quem cuida também é necessário

A discussão sobre redes de apoio leva a outro aspecto importante: a saúde mental das pessoas que se dedicam a cuidar de familiares, amigos ou pacientes. Em muitas situações, o cuidador concentra grande parte do tempo e da energia nas necessidades de outra pessoa e acaba deixando de lado o próprio bem-estar.

A sobrecarga pode afetar o descanso, a rotina, as relações pessoais e a saúde emocional de quem presta esse cuidado. Por isso, é necessário compreender que oferecer suporte a alguém não significa abandonar as próprias necessidades.

Durante a entrevista, a psicóloga concordou com a importância de olhar também para quem desempenha esse papel.

“Então, eu falo muito principalmente em relação a cuidadores. A importância de cuidar de quem cuida”, ressaltou.

Ailla Cardoso também destacou que existem limites para o tipo de suporte que uma pessoa pode oferecer sem ajuda especializada.

“Ao mesmo tempo, tem questões que não são da nossa seara, necessariamente, e que as pessoas precisam também cuidar de si mesmas, né, pra conseguir estar ali pro outro”, explicou.

Essa compreensão é importante para evitar que o cuidado seja tratado como uma obrigação individual e silenciosa. A participação de outros familiares, a divisão de responsabilidades e o acesso a serviços de apoio podem ajudar a reduzir a sobrecarga.

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Sob a perspectiva coletiva, o cuidado não deve ficar concentrado em uma única pessoa. As redes familiares e comunitárias, os serviços de saúde e as políticas públicas podem contribuir para que tanto quem precisa de assistência quanto quem oferece apoio tenha suas necessidades consideradas.

Sono, alimentação, atividade física e relações sociais

Além das condições sociais, alguns hábitos cotidianos podem contribuir para a proteção da saúde mental. Alimentação equilibrada, sono de qualidade, atividade física e manutenção de vínculos sociais são aspectos que merecem atenção na construção de uma rotina de cuidado.

Ailla Cardoso explicou que essas práticas podem fortalecer os fatores de proteção e contribuir para o bem-estar. No entanto, a especialista também destacou que é necessário valorizar as relações estabelecidas fora do ambiente digital, considerando a importância da convivência e do apoio social.

“A gente pensando aí no âmbito mais micro, digamos assim, mais de atitudes individuais e que a gente pode investir para aumentar os fatores protetores de saúde mental, principalmente a gente se apegar mais a esses pilares fundamentais de você ter realmente uma boa alimentação, uma alimentação mais equilibrada, um bom sono, então cuidar da qualidade do seu sono é fundamental. Atividade física também”, orientou.

A psicóloga chamou a atenção especialmente para o cuidado com as relações interpessoais e para os efeitos do isolamento.

“Principalmente você cuidar das relações que você tem, então as suas redes sociais, não falo só da rede social, né, do digital, mas principalmente as redes sociais que você tem”, explicou.

Ao abordar o tema, a especialista ressaltou que o isolamento social é um fator de risco para o adoecimento mental. A falta de contato e de vínculos pode reduzir as oportunidades de compartilhar experiências, receber apoio e participar da vida em comunidade.

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“O isolamento é um forte fator de risco para o adoecimento mental. Então, quanto mais o isolamento social, o maior risco essa pessoa tem de desenvolver um transtorno mental”, afirmou.

A orientação não significa que toda pessoa que prefere ficar sozinha esteja enfrentando um problema psicológico. O importante é observar o contexto, a intensidade do isolamento e os possíveis impactos sobre a vida cotidiana. Respeitar a necessidade de descanso e de momentos individuais também faz parte do cuidado, desde que isso não se transforme em um afastamento persistente acompanhado de sofrimento.

Além disso, a adoção de hábitos saudáveis precisa considerar as possibilidades de cada pessoa. Jornadas extensas de trabalho, dificuldades financeiras e responsabilidades familiares podem limitar o tempo disponível para descanso, lazer e atividade física. Por isso, o incentivo ao autocuidado deve estar associado à busca por condições sociais que tornem essas práticas mais acessíveis.

A importância de reconhecer os próprios limites

Outro ponto central da entrevista foi a necessidade de perceber quando as dificuldades emocionais ultrapassam aquilo que a pessoa costuma vivenciar e começam a comprometer seu cotidiano. Ignorar os sintomas ou esperar que eles desapareçam sem observar sua evolução pode atrasar a procura por atendimento.

A psicóloga orienta que as pessoas estejam atentas às mudanças persistentes no estado emocional e considerem buscar acompanhamento quando perceberem impactos no trabalho, nos relacionamentos, no sono ou em outras atividades.

Ao encerrar a conversa, Ailla Cardoso reforçou que é importante reconhecer quando os sintomas fogem do padrão habitual e passam a interferir na vida diária.

“Se você passa por situações, você está vivenciando sintomas que não estão dentro de um curso esperado pra você, de fato fogem ali do esperado, começam a intensificar, começam a vir de uma forma mais frequente e têm impactado o seu dia a dia, que de fato você procure um acompanhamento psicológico”, recomendou.

A especialista destacou que o acompanhamento pode contribuir para que a pessoa compreenda melhor o que está vivenciando e encontre recursos para enfrentar as dificuldades.

“Isso é fundamental pra que a gente consiga estar melhor pra enfrentar outras questões da vida”, completou.

A orientação é que a procura por ajuda não seja condicionada ao agravamento do sofrimento ou à incapacidade de manter todas as atividades. O acompanhamento profissional também pode ser importante para compreender situações difíceis, desenvolver estratégias de enfrentamento e cuidar da saúde emocional de maneira contínua.

Promoção da saúde mental exige compromisso coletivo

O cuidado com a saúde mental envolve diferentes dimensões. Reconhecer os sinais de alerta, combater o preconceito, fortalecer as redes de apoio e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes, mas precisam caminhar junto com a atenção às condições sociais que influenciam a vida da população.

Ao defender uma abordagem que considere o indivíduo e a coletividade, Ailla Cardoso reforçou a importância de observar não apenas o que cada pessoa pode fazer por si mesma, mas também o ambiente em que está inserida e as oportunidades de cuidado disponíveis.

A promoção da saúde mental depende de relações mais acolhedoras, condições de trabalho que respeitem os limites humanos, acesso aos serviços de saúde e políticas públicas capazes de responder às necessidades da população. Também exige que o sofrimento emocional deixe de ser motivo de julgamento e passe a ser tratado com informação, responsabilidade e respeito.

Nesse contexto, cuidar da saúde mental significa reconhecer que ninguém vive isolado das condições sociais e das relações que o cercam. O apoio familiar, a convivência comunitária, o acompanhamento profissional e a participação do poder público são partes de um esforço mais amplo para promover qualidade de vida.

A mensagem central da psicóloga é que o cuidado precisa começar pelo reconhecimento dos próprios limites, mas não pode terminar nele. Uma sociedade comprometida com a saúde mental é aquela que oferece acolhimento, amplia o acesso ao tratamento e cria condições para que as pessoas possam viver, trabalhar e se relacionar com mais dignidade e bem-estar.

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