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Defesa Civil de Feira de Santana intensifica monitoramento e ações preventivas diante da estiagem, das queimadas e dos riscos de chuvas intensas

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Monitoramento das áreas urbanas e rurais

A Defesa Civil de Feira de Santana segue intensificando o trabalho de monitoramento e prevenção em diferentes regiões do município, incluindo os distritos e as comunidades da zona rural. A atuação busca identificar áreas vulneráveis, acompanhar situações de risco e desenvolver estratégias para minimizar os impactos provocados pelas mudanças climáticas, especialmente diante do cenário de estiagem prolongada e escassez hídrica.

O trabalho envolve visitas técnicas, reuniões com representantes de diferentes secretarias municipais e articulação com setores diretamente afetados pelas condições climáticas. A proposta é antecipar possíveis problemas, mapear as localidades que necessitam de maior atenção e estabelecer medidas para reduzir os prejuízos à população.

Durante entrevista ao programa Dia a Dia News, o coordenador da Defesa Civil de Feira de Santana, Antonio do Rosário, destacou que o órgão mantém uma atuação permanente de acompanhamento das condições do município. Segundo ele, o trabalho preventivo é fundamental para que as equipes possam identificar as necessidades de cada região e contribuir para a adoção de providências antes que as situações se agravem.

“Nós continuamos nessa investigação, participação, monitoramento. A gente tem visitado as diversas áreas da cidade, bem como nos distritos. A gente tem feito um papel preventivo dentro do município, juntamente com algumas outras secretarias”, afirmou.

O coordenador explicou que a atuação da Defesa Civil não se restringe ao atendimento de ocorrências depois que os problemas aparecem. O planejamento inclui a observação das condições ambientais, o levantamento de demandas das comunidades e a construção de estratégias conjuntas com outros órgãos municipais.

Nesse contexto, a integração entre as secretarias é considerada importante para que as ações sejam direcionadas de acordo com as necessidades identificadas em cada localidade. A intenção é ampliar a capacidade de resposta do município e reduzir os impactos de fenômenos climáticos que podem afetar tanto a área urbana quanto a zona rural.

Reuniões e articulação entre secretarias municipais

A preparação para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas também tem sido discutida em reuniões com representantes de diferentes setores da administração municipal. Entre os encontros recentes, Antonio do Rosário destacou uma reunião com o secretário de Agricultura e representantes de outras secretarias, voltada à construção de estratégias emergenciais para minimizar os impactos da estiagem.

A participação de representantes dos trabalhadores rurais também fez parte das discussões. A presença desses setores permite aproximar o planejamento da realidade vivenciada pelas comunidades e identificar demandas relacionadas à falta de água e às dificuldades enfrentadas no campo.

Segundo o coordenador, a Prefeitura vem fortalecendo os conselhos municipais e ampliando o diálogo entre os órgãos responsáveis pela proteção da população e pela assistência às comunidades.

“Antes, a gente já sabia que íamos ter um El Niño. Então, o que a gente fez? Marcamos reuniões, nós criamos, fortalecemos os conselhos, tanto o Conselho de Proteção e Defesa Civil, bem como o Conselho de Segurança Pública e Assistência Social, os conselhos de outras secretarias, e a gente está tratando principalmente desta realidade pontual, que é a estiagem”, explicou.

O planejamento busca organizar ações que possam ser colocadas em prática conforme as necessidades identificadas. A articulação também contribui para que as secretarias compartilhem informações e trabalhem de maneira coordenada, evitando que as demandas das comunidades sejam tratadas de forma isolada.

Antonio do Rosário ressaltou que o município vem realizando ações preventivas e intervenções em localidades consideradas críticas. No entanto, ele observou que a extensão territorial de Feira de Santana torna necessária a participação dos moradores na identificação de novos problemas e na comunicação de situações que exijam atenção do poder público.

Estiagem prolongada e preocupação com a escassez hídrica

A falta de chuva por períodos prolongados está entre as principais preocupações da Defesa Civil. Os efeitos da estiagem são sentidos especialmente nas comunidades rurais, onde a disponibilidade de água é fundamental para o abastecimento, a manutenção das atividades agrícolas e a criação de animais.

Durante a entrevista, o coordenador destacou que a escassez hídrica não é uma realidade exclusiva de Feira de Santana, mas ressaltou que as dimensões territoriais do município exigem atenção às diferentes condições encontradas nos distritos e nas localidades rurais.

“A gente já viu dentro da zona rural dos municípios a escassez hídrica. Não é uma realidade só de Feira de Santana, porque Feira de Santana é muito extenso”, afirmou.

A situação exige acompanhamento contínuo, principalmente porque os efeitos de uma estiagem prolongada podem permanecer mesmo quando começam a ocorrer chuvas. A recuperação das condições hídricas depende do volume de água acumulado, da frequência das precipitações e das necessidades de cada região.

O coordenador explicou que a possibilidade de chuva representa uma perspectiva positiva para amenizar os efeitos da seca, mas não elimina a necessidade de manter as ações de prevenção e planejamento.

“Essa chuva, se vier agora, vai melhorar muito, porém ainda não nos deixa tranquilos em relação ao El Niño. A escassez hídrica não nos deixa tranquilos com a quantidade, com a necessidade de continuar trabalhando dentro do município, dentro dos distritos rurais”, declarou.

Antônio Rosário | Foto: Miro Nascimento

A avaliação reforça a importância de manter o acompanhamento das comunidades que apresentam maior vulnerabilidade. Mesmo com eventuais mudanças nas condições do tempo, a administração municipal precisa continuar observando a situação e identificando as necessidades que persistem em cada localidade.

Mudanças climáticas ampliam os desafios para a prevenção

As mudanças climáticas também foram abordadas durante a entrevista. Antonio do Rosário observou que os efeitos das alterações no comportamento do clima vêm sendo percebidos em diferentes partes do mundo e que o cenário exige atenção dos órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela proteção das populações.

Segundo ele, a ocorrência de períodos prolongados de estiagem, associada à possibilidade de chuvas intensas, representa um desafio para o planejamento das cidades. A preparação precisa considerar situações distintas: de um lado, a falta de água e os prejuízos provocados pela seca; de outro, os transtornos que podem surgir quando um grande volume de chuva cai em um curto intervalo de tempo.

O coordenador também mencionou as dificuldades relacionadas à precisão das previsões meteorológicas em determinados cenários. Por isso, ressaltou a importância de manter o trabalho preventivo independentemente da ocorrência imediata de um evento climático.

O acompanhamento das condições ambientais e a identificação de áreas vulneráveis são medidas que ajudam a orientar a atuação dos órgãos públicos. A prevenção, nesse sentido, envolve tanto a realização de intervenções estruturais quanto a conscientização da população sobre atitudes que podem agravar ou reduzir os riscos.

A Defesa Civil mantém o monitoramento e a articulação com outras secretarias para acompanhar as condições do município e contribuir para a adoção de medidas compatíveis com as necessidades identificadas.

Possibilidade de chuvas intensas exige atenção

Apesar da preocupação com a estiagem, a ocorrência de chuvas intensas também exige planejamento. Precipitações concentradas em um curto período podem provocar alagamentos e outros transtornos, sobretudo em locais que apresentam problemas recorrentes ou condições que dificultam o escoamento da água.

Antonio do Rosário explicou que, mesmo com ações preventivas, eventos climáticos de grande intensidade podem representar dificuldades para qualquer município.

“Nós estamos agora em um tempo muito propício a pancadas de chuva. Embora não tenhamos, a gente não tem para esses dias previsões de grandes pancadas de chuvas”, afirmou.

O coordenador ponderou que a ausência de previsão de grandes volumes de chuva para os próximos dias, conforme mencionado durante a entrevista, não significa que o município possa deixar de se preparar. A atuação preventiva precisa continuar, considerando as mudanças nas condições meteorológicas e a possibilidade de ocorrências inesperadas.

“Nenhuma cidade no mundo está preparada para uma pancada de chuva de grande volume em um curto período de tempo”, declarou.

A fala destaca a importância de ações que ajudem a diminuir os impactos de chuvas intensas, especialmente em áreas onde o acúmulo de resíduos, a presença de entulhos e outras situações podem contribuir para o agravamento dos transtornos.

A orientação da Defesa Civil é que os moradores também façam sua parte, evitando práticas inadequadas e comunicando aos órgãos municipais situações que possam representar riscos à comunidade.

Descarte irregular de lixo e entulho pode agravar ocorrências

Entre os pontos destacados pelo coordenador está a necessidade de atenção ao descarte de resíduos e à acomodação de materiais em imóveis e áreas públicas. O descarte irregular de lixo, entulhos, móveis e eletrodomésticos pode contribuir para problemas ambientais e comprometer as condições de determinados locais, principalmente durante períodos chuvosos.

A preocupação inclui materiais deixados em locais inadequados, que podem ser arrastados pela água ou contribuir para obstruções em sistemas de drenagem. Por isso, a população é orientada a adotar cuidados no descarte e a evitar o acúmulo de resíduos em espaços que possam representar riscos.

Antonio do Rosário ressaltou que o município possui pontos onde determinadas ocorrências se repetem. Nesses locais, a prevenção depende tanto das intervenções realizadas pelo poder público quanto da colaboração dos moradores.

“A gente tem alguns pontos que são recorrentes dentro do município. E a gente percebe, a gente vê que a Prefeitura está trabalhando, a gente continua em alerta, a gente continua monitorando, mas é necessário que a população também nos ajude”, destacou.

O coordenador também chamou a atenção para a acomodação de materiais de construção. A disposição inadequada desses materiais pode gerar transtornos e contribuir para situações de risco, especialmente quando não há os cuidados necessários com o armazenamento e a organização dos espaços.

“Mas a gente precisa que a população tenha um cuidado maior com materiais de construção, acomodação de materiais de construção, descarte irregular de lixo, descarte irregular de entulhos, cuidado com eletrodomésticos, móveis, entre outros”, alertou.

A orientação é que os moradores evitem abandonar objetos e resíduos em vias públicas, terrenos e outros espaços inadequados. Quando identificarem problemas que necessitem de intervenção, devem procurar os canais de atendimento do município para que as solicitações sejam encaminhadas aos setores responsáveis.

Queimadas e fumaça preocupam a Defesa Civil

Outro assunto abordado por Antonio do Rosário foi a ocorrência de queimadas no município. A prática de colocar fogo em lixo, resíduos e vegetação, inclusive nas proximidades de estradas, exige atenção, principalmente em períodos de estiagem, quando a vegetação pode estar mais seca e o fogo pode se espalhar com maior facilidade.

O coordenador observou que, na realidade de Feira de Santana, muitas das situações relatadas estão relacionadas à queima de resíduos realizada por moradores. Embora não tenha apontado uma incidência expressiva de grandes queimadas no município, ele destacou que pequenas ocorrências também podem representar riscos.

“A maioria é o pessoal que bota fogo no lixo, em lixos. A gente não tem incidência de grandes queimadas para Feira de Santana”, afirmou.

A queima de lixo pode provocar fumaça, prejudicar a qualidade do ar e causar incômodo a moradores de áreas próximas. Além disso, quando realizada sem controle, pode atingir vegetação, propriedades e outros espaços, transformando uma situação aparentemente pequena em uma ocorrência de maiores proporções.

Durante a entrevista, também foi mencionada a presença de fumaça em áreas próximas a estradas e lagoas, além de registros de fumaça observada no céu da cidade em outras ocasiões. O tema reforça a necessidade de conscientização sobre os riscos da utilização do fogo para eliminar resíduos.

Antonio do Rosário pediu que a população redobre os cuidados e evite atitudes que possam provocar incêndios, incluindo o descarte inadequado de bitucas de cigarro e a realização de queimadas sem segurança.

“A gente pede à população que tenha um cuidado muito maior com bituca de cigarro, em colocar fogo, com cuidado com as propriedades. Porque, às vezes, o fogo pode perder o controle da pessoa e não é recomendado”, alertou.

A prevenção é importante para evitar que as chamas se espalhem e atinjam áreas maiores. A recomendação é não colocar fogo em lixo ou vegetação e comunicar às autoridades competentes a ocorrência de incêndios ou situações que possam oferecer perigo.

Atuação conjunta no combate às queimadas

O enfrentamento das queimadas envolve diferentes instituições, cada uma com atribuições específicas. Durante a entrevista, Antonio do Rosário destacou que o Corpo de Bombeiros possui atuação direta no combate aos incêndios e pode fornecer orientações técnicas mais específicas sobre os procedimentos adotados nessas ocorrências.

A Defesa Civil, por sua vez, participa do trabalho de prevenção, monitoramento e articulação entre os órgãos envolvidos na proteção da população. A atuação conjunta permite acompanhar as situações de risco e contribuir para a organização das medidas necessárias.

O coordenador também observou que os meios de comunicação desempenham um papel importante na divulgação de informações sobre os riscos climáticos e na conscientização dos moradores. O acesso da população ao rádio e à televisão facilita a circulação de orientações sobre prevenção, segurança e cuidados que devem ser adotados.

Entretanto, a divulgação das informações precisa ser acompanhada de atitudes concretas no cotidiano. Evitar a queima de lixo, não descartar resíduos em locais inadequados e informar às autoridades sobre situações de risco são medidas que contribuem para a segurança coletiva.

Em períodos de estiagem, o cuidado com o fogo torna-se ainda mais importante, uma vez que as condições ambientais podem favorecer a propagação das chamas. Por isso, a recomendação é que a população não subestime ocorrências aparentemente pequenas e evite qualquer prática que possa resultar em incêndios.

Intervenções municipais buscam reduzir os impactos

Além das atividades de monitoramento e das reuniões de planejamento, a Prefeitura de Feira de Santana vem realizando intervenções com o objetivo de minimizar os efeitos de possíveis ocorrências. Segundo Antonio do Rosário, as secretarias municipais mantêm o trabalho preventivo e de mitigação, buscando reduzir os riscos em diferentes regiões.

“As secretarias da Prefeitura de Feira de Santana têm trabalhado diuturnamente no papel preventivo, no papel de mitigação, têm feito intervenções, obras para minimizar qualquer coisa”, afirmou.

As medidas preventivas são importantes para identificar problemas antes que eles se agravem e para melhorar as condições de segurança das comunidades. No entanto, o coordenador destacou que as ações do poder público precisam ser acompanhadas pela participação dos moradores.

A identificação de pontos críticos, a comunicação de ocorrências e o cumprimento das orientações dos órgãos municipais contribuem para tornar o trabalho mais eficiente. Como o município possui uma extensa área territorial, a colaboração da população também ajuda a ampliar o alcance do monitoramento.

O coordenador ressaltou que as equipes continuam acompanhando as condições do município e que a prevenção precisa ser entendida como uma responsabilidade compartilhada entre a administração pública e os cidadãos.

População pode ajudar no mapeamento das áreas críticas

A participação dos moradores é considerada fundamental para que a Defesa Civil tenha conhecimento das situações enfrentadas nas comunidades. As visitas técnicas permitem identificar problemas em diferentes localidades, mas as informações fornecidas pela população ajudam a complementar esse trabalho e a direcionar a atenção para áreas que necessitam de providências.

Antonio do Rosário explicou que as reuniões realizadas com representantes dos trabalhadores rurais e de outros setores também contribuem para o levantamento das demandas. A troca de informações ajuda a compreender as necessidades de cada região e a planejar ações compatíveis com a realidade local.

“O que a gente orienta as pessoas? Que nos ajudem, que participem, que procurem, que nos informem. Porque aí a gente tem um mapeamento das áreas mais críticas”, declarou.

Segundo o coordenador, as localidades identificadas como mais vulneráveis já receberam algumas intervenções. Ainda assim, o acompanhamento precisa continuar, porque as condições ambientais e as necessidades da população podem mudar ao longo do tempo.

A comunicação de situações como acúmulo de resíduos, problemas que possam favorecer alagamentos, focos de incêndio e outras ocorrências permite que os órgãos responsáveis avaliem as demandas e encaminhem as solicitações para os setores competentes.

A orientação é que os moradores não esperem que um problema se agrave para procurar os canais oficiais. O registro das ocorrências contribui para o planejamento das ações e para a identificação das áreas que precisam de atenção prioritária.

Fala Feira 156 é canal para solicitações da população

Ao final da entrevista ao Dia a Dia News, Antonio do Rosário reforçou que os moradores podem utilizar o Fala Feira 156 para encaminhar solicitações relacionadas aos serviços municipais.

De acordo com o coordenador, as demandas recebidas são direcionadas às secretarias responsáveis, permitindo que cada setor avalie a situação e tome as providências necessárias.

“A Defesa Civil, eu agradeço e nós nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento posterior e a população pode entrar em contato com a gente através do Fala Feira 156, que as solicitações serão direcionadas para as secretarias competentes e a gente trata de resolver o mais rápido possível”, afirmou.

O canal funciona como uma ferramenta para aproximar a população da administração municipal, permitindo que os moradores comuniquem problemas e solicitem a atuação dos órgãos competentes.

A Defesa Civil mantém o monitoramento das áreas urbanas e rurais de Feira de Santana e segue trabalhando em conjunto com outras secretarias para reduzir os riscos relacionados à estiagem, à escassez hídrica, às queimadas e à possibilidade de chuvas intensas.

Diante desse cenário, a orientação é que a população permaneça atenta às condições ambientais, evite a queima de lixo e vegetação, descarte corretamente resíduos e entulhos e comunique às autoridades situações que possam comprometer a segurança das comunidades. A prevenção, aliada ao planejamento do poder público e à participação dos moradores, é apontada como um dos caminhos para minimizar os impactos dos fenômenos climáticos no município.

Reportagem: Miro Nascimento

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