- Prefeito: quanto custa a Micareta e quem vai se beneficiar?
A Micareta é um dos eventos mais tradicionais de Feira de Santana, movimenta o comércio, gera oportunidades de trabalho e exige uma grande estrutura pública. Mas, além da festa, a população quer saber quanto será investido, quais serão os resultados e como os benefícios chegarão aos trabalhadores e aos moradores da cidade.
Perguntas para o prefeito José Ronaldo - Prefeito, qual será o custo total da Micareta de 2026 e quanto desse investimento sairá diretamente dos cofres municipais?
- A Prefeitura já tem contratos fechados e valores definidos? Quando essas informações estarão disponíveis para consulta pública?
- Como o senhor pretende comprovar que o dinheiro investido na festa terá retorno econômico para Feira de Santana?
- Em uma cidade que ainda tem demandas em saúde, educação, pavimentação e transporte, qual é o argumento para justificar o investimento na Micareta?
- Que medidas concretas serão adotadas para que os pequenos comerciantes também ganhem dinheiro, e não apenas grandes empresas e patrocinadores?
- A Prefeitura vai divulgar um balanço com despesas, receitas, patrocínios e resultados econômicos após a festa? Em quanto tempo?
- O que muda efetivamente na edição de 2026 em relação às reclamações de foliões, trabalhadores e moradores nas edições anteriores?
- Qual compromisso o senhor assume hoje com os barraqueiros e ambulantes que dependem da Micareta para sustentar suas famílias?
- Secretário de Cultura: a programação valoriza Feira ou apenas grandes atrações?
A programação musical costuma ser um dos assuntos mais aguardados da Micareta. Mas a escolha das atrações também levanta questões sobre custos, diversidade musical, espaço para artistas locais e critérios utilizados pela organização. O lançamento é uma oportunidade para esclarecer como essas decisões são tomadas.
Perguntas para o secretário de Cultura, Esporte e Lazer - Qual foi o critério utilizado para escolher as atrações e como a Secretaria definiu o equilíbrio entre artistas nacionais, baianos e feirenses?
- Quanto será destinado à contratação de artistas e quanto desse recurso ficará com músicos e bandas de Feira de Santana?
- Os cachês serão divulgados com transparência? Como a população poderá comparar os valores contratados?
- Artistas locais terão espaço e horários competitivos ou ficarão concentrados nos horários de menor público?
- Como a Secretaria pretende evitar que a programação privilegie sempre os mesmos artistas e estilos musicais?
- Quais mudanças foram feitas a partir das críticas recebidas na edição anterior?
- Quem fiscaliza o cumprimento dos horários e quais medidas serão tomadas em caso de atrasos que prejudiquem outras atrações?
- Como a Secretaria vai medir se a programação agradou ao público e se os recursos aplicados produziram resultados?
- Existe uma política permanente de valorização da música produzida em Feira ou o apoio aos artistas fica restrito ao período da Micareta?
“Secretário, se um artista de Feira recebe um horário de menor visibilidade enquanto uma atração de fora recebe um cachê maior, quais critérios objetivos justificam essa diferença?” - Ambulantes e barraqueiros: trabalhar na Micareta está ficando caro demais?
Para milhares de trabalhadores informais, a Micareta pode representar uma oportunidade importante de renda. Porém, antes de vender o primeiro produto, muitos precisam lidar com despesas de montagem, mercadorias, transporte e estrutura. A questão é saber quanto custa trabalhar na festa e quanto realmente sobra no bolso. - Quanto o senhor ou a senhora precisa investir para trabalhar durante a Micareta, somando taxas, mercadorias, transporte e montagem?
- O valor cobrado pelo espaço aumentou em relação à edição anterior?
- O processo de inscrição e distribuição dos pontos de venda foi transparente? Todos tiveram as mesmas oportunidades?
- Quem não consegue pagar pelas taxas fica de fora da festa? Existem alternativas para trabalhadores de baixa renda?
- A localização da barraca é definida de maneira justa ou alguns comerciantes conseguem pontos mais movimentados do que outros?
- Quais são as principais dificuldades: custo, segurança, energia, água, armazenamento de mercadorias ou fiscalização?
- Depois de pagar todas as despesas, quanto o trabalhador espera conseguir de lucro?
- O senhor ou a senhora já teve prejuízo em alguma edição anterior? O que aconteceu?
- Se pudesse mudar uma regra da organização, qual seria?
- Músicos e artistas: quem é da cidade tem espaço de verdade?
A Micareta coloca Feira de Santana no calendário das grandes festas populares da Bahia, mas também reacende uma discussão importante: qual é o espaço destinado aos músicos e artistas que produzem cultura na própria cidade? A valorização local depende não apenas de convites, mas também de remuneração justa, visibilidade e oportunidades de continuidade profissional. - Na avaliação de vocês, os artistas de Feira recebem oportunidades proporcionais à importância da produção musical da cidade?
- Os cachês pagos aos artistas locais são compatíveis com o trabalho, os custos e a estrutura exigida para uma apresentação?
- Os horários destinados aos artistas da cidade ajudam a ampliar o público ou limitam a visibilidade?
- Há igualdade de condições na negociação dos contratos entre artistas locais e atrações de fora?
- A organização divulga os artistas feirenses com a mesma força usada para anunciar as grandes atrações?
- O que acontece com os músicos depois da Micareta? Existe continuidade de políticas públicas para a cultura durante o restante do ano?
- Vocês consideram que os critérios de contratação são claros? Já enfrentaram dificuldades para conseguir espaço na programação?
- Qual mudança concreta faria diferença para a carreira dos artistas locais?
Perguntas para o secretário de Cultura:
• Quantos artistas e grupos de Feira serão contratados?
• Qual é o orçamento reservado para essas contratações?
• Existe um percentual mínimo de participação local?
• Como a Secretaria pretende apoiar os músicos para além dos dias da festa? - Segurança Pública: o circuito está preparado para proteger o folião?
Grandes eventos exigem planejamento integrado para prevenir crimes, atender vítimas e agir rapidamente em situações de emergência. Na Micareta, o desafio é garantir a segurança de foliões, trabalhadores, artistas e moradores, com atenção especial a mulheres, crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis.
Perguntas para o responsável pela Segurança Pública - Quantos policiais e agentes estarão mobilizados e como esse efetivo será distribuído entre o circuito, os acessos e as áreas externas?
- O planejamento deste ano prevê aumento de efetivo em relação à edição anterior? Qual é a justificativa para esse dimensionamento?
- Quantas câmeras estarão em funcionamento e haverá reconhecimento facial? Como será garantida a atuação rápida das equipes diante de uma ocorrência identificada?
- Quais serão os protocolos de atendimento a mulheres vítimas de assédio, importunação sexual ou violência?
- Como será feito o acolhimento de crianças e adolescentes perdidos ou separados dos responsáveis?
- Haverá pontos de atendimento identificados para denúncias e pedidos de ajuda? Onde estarão localizados?
- Como será feito o controle de acesso aos camarotes, a fiscalização de estruturas e a prevenção de tumultos?
- Qual é o plano de contingência para situações de superlotação, brigas generalizadas ou necessidade de evacuação?
- Como os órgãos vão avaliar os resultados da operação e divulgar os números de ocorrências após a festa?
- Secretaria de Saúde: a estrutura médica suporta uma emergência de grande porte?
A concentração de milhares de pessoas durante a Micareta aumenta a necessidade de atendimento rápido em casos de mal-estar, desidratação, intoxicação, ferimentos e outras emergências. O planejamento da saúde precisa considerar não apenas os postos instalados no circuito, mas também as ambulâncias, a rede hospitalar e o funcionamento das unidades de urgência.
Perguntas para o secretário de Saúde - Quantos postos médicos, profissionais de saúde e ambulâncias estarão disponíveis durante a Micareta?
- Como foi calculada a quantidade de equipes necessária para atender ao público esperado?
- Quais hospitais receberão os casos de maior gravidade e como será organizado o transporte dos pacientes?
- A estrutura da Micareta será reforçada sem comprometer o atendimento regular nas unidades de saúde do município?
- Qual será o protocolo para atender pessoas com intoxicação alcoólica, desidratação, crises de ansiedade e outras ocorrências frequentes em grandes eventos?
- Como será garantido o atendimento às mulheres vítimas de violência sexual, com privacidade, acolhimento e encaminhamento adequado?
- Haverá equipes preparadas para atender pessoas com deficiência e pessoas que necessitem de suporte específico?
- Como será feita a distribuição de água e a prevenção de problemas relacionados ao calor, quando as condições climáticas exigirem cuidados adicionais?
- Quais indicadores serão divulgados depois da festa: número de atendimentos, remoções, principais ocorrências e encaminhamentos hospitalares?
- Pauta — Secretaria de Desenvolvimento
A Tarifa Social de Energia Elétrica garante gratuidade na tarifa referente aos primeiros 80 quilowatts-hora (kWh) consumidos mensalmente pelas famílias que têm direito ao benefício. A iniciativa é voltada principalmente para pessoas de baixa renda e exige atenção a critérios como inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), atualização cadastral e correspondência entre o endereço registrado e a unidade consumidora.
De acordo com Nayara Guedes, gerente de Leitura e Faturamento da Neoenergia Coelba, o benefício contempla diferentes grupos familiares que se enquadram nas regras do programa.
“A Tarifa Social de Energia Elétrica é destinada às famílias de baixa renda que estão inscritas no CadÚnico, com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também têm direito ao benefício idosos com 65 anos ou mais, pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e famílias com renda de até três salários mínimos que possuem algum integrante que faz uso continuado de aparelhos elétricos para tratamento de saúde”, explicou.
A gerente ressalta que manter os dados atualizados é essencial para garantir o acesso ao desconto. Além disso, a conta de energia precisa estar vinculada corretamente ao cadastro da família.
Cadastro atualizado é fundamental
Segundo Nayara Guedes, a concessão da Tarifa Social ocorre automaticamente para as famílias que atendem aos critérios de renda e possuem um integrante do grupo familiar inscrito no CadÚnico como titular da conta de energia.
“A concessão da Tarifa Social é automática para as famílias que atendem aos critérios de renda e têm algum integrante do grupo familiar cadastrado no CadÚnico como titular da conta de energia. Por isso, o primeiro passo é manter o CadÚnico atualizado”, destacou.
A representante da Neoenergia Coelba também chama a atenção para a necessidade de verificar a titularidade da conta e a correspondência dos dados cadastrais. O endereço informado no CadÚnico deve ser o mesmo da unidade consumidora que recebe o benefício. Quando necessário, o consumidor deve providenciar a regularização dessas informações.
O que fazer se o desconto não aparecer na conta?
As famílias que atendem aos critérios do programa, estão inscritas no CadÚnico, mas não identificam o desconto na fatura de energia devem procurar a Neoenergia Coelba para verificar a situação cadastral.
“Se a pessoa atende aos critérios de renda, está cadastrada no CadÚnico e não possui o desconto na conta de energia, ela deve procurar a Neoenergia Coelba para verificar a situação cadastral e regularizar a titularidade, caso necessário”, orientou Nayara.
A recomendação é conferir se os dados estão atualizados, se o endereço cadastrado corresponde ao imóvel atendido e se a conta de energia está no nome de um integrante da família devidamente inscrito no CadÚnico. Essas medidas ajudam a identificar possíveis pendências e viabilizar o acesso ao benefício.
