Arroba chega a R$ 385 em Feira de Santana e falta de boi reduz abates no Frifeira

Foto: DIvulgação

O preço da arroba do boi gordo voltou a subir em Feira de Santana e chegou a R$ 385 nesta terça-feira (20), segundo levantamento semanal da Cooperfeira. O novo reajuste, de R$ 5 em relação à semana anterior, confirma a trajetória de valorização iniciada em setembro, quando a arroba era negociada a R$ 340. Desde então, o aumento acumulado é de R$ 45, equivalente a 13,24%.

O movimento confirma as expectativas apresentadas pela Cooperfeira nas últimas semanas. Depois de um período de estabilidade em agosto, o mercado iniciou uma recuperação mais consistente no final de setembro, alcançou R$ 380 na semana passada e agora estabelece um novo recorde de preço em 2026. Para Agenor Campos, presidente do Frifeira e diretor da Cooperfeira, a valorização ainda poderá continuar até o início de novembro. A expectativa de a arroba alcançar R$ 400 começa, inclusive, a aparecer nas negociações. Segundo ele, compradores já apresentaram propostas nesse valor para animais com entrega prevista para 2 de novembro.

A principal mudança observada nesta semana é a redução da disponibilidade de animais terminados para abate, apesar da procura ainda forte por boi gordo. Até a semana passada, o Frigorífico Frifeira, localizado no distrito de Humildes, vinha registrando uma média próxima de 500 bovinos abatidos por dia. Nesta terça-feira, entretanto, o movimento caiu para pouco mais de 300 animais, principalmente pela dificuldade de encontrar gado disponível para comercialização.

A redução da oferta contribui para manter os preços firmes e reforça a possibilidade de novos reajustes nas próximas semanas. Por outro lado, o consumo de carne apresentou uma retração nos últimos dias. Agenor considera esse comportamento habitual na segunda quinzena do mês, quando as compras das famílias tendem a diminuir em relação ao início do período. Na sua avaliação, a redução observada agora não está necessariamente associada ao aumento dos preços.

A perspectiva da Cooperfeira é de que a arroba possa alcançar R$ 400 até o final de outubro ou início de novembro, caso permaneçam as atuais condições de oferta e demanda. Entretanto, o mercado poderá apresentar uma acomodação temporária a partir da segunda metade de novembro, quando está prevista a entrada de novos lotes de animais terminados em confinamento. Essa oferta adicional poderá contribuir para estabilizar os preços por algum tempo. A expectativa é de que esse movimento seja passageiro. Com a comercialização dos últimos lotes de confinamento e a menor disponibilidade de animais terminados a pasto, poderá ocorrer uma nova restrição da oferta a partir de dezembro, abrindo espaço para outras valorizações.

A avaliação é de um mercado que permanece firme, mas sujeito a oscilações conforme a disponibilidade de gado para abate, o ritmo de comercialização dos confinamentos e o comportamento da demanda por carne bovina. Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência para o mercado regional, podendo oscilar conforme a movimentação diária.

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