A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, pediu neste domingo (25) ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por suposto descumprimento de uma decisão judicial que determinou a circulação integral dos ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Na representação apresentada à Justiça, a federação alegou que veículos continuavam retidos nas garagens mesmo após a determinação de restabelecimento de toda a frota do transporte público. O grupo também solicitou a aplicação de multa de um milhão de reais por hora de descumprimento, além de medidas para fiscalizar a saída dos coletivos.
A decisão do TRE-BA determinou que a frota fosse restabelecida integralmente, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade das passagens. A ordem busca garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação e o retorno para casa.
O tribunal também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncias de redução da frota. Até as informações divulgadas, não havia confirmação de que a prisão do secretário tivesse sido cumprida.
Em resposta às críticas, a Secretaria Municipal de Mobilidade informou que a operação do transporte público havia sido normalizada. A pasta atribuiu as interrupções registradas no início da manhã a problemas relacionados à presença de adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus e afirmou que a situação foi resolvida após diálogo com equipes operacionais e representantes sindicais.
O pedido de prisão de Bruno Reis ainda dependia de decisão judicial. A apresentação da solicitação pela federação não significa que a prisão tenha sido determinada.