Um policial militar foi preso neste domingo (25), em Três Rios, no estado do Rio de Janeiro, suspeito de vender o próprio voto durante o segundo turno das eleições de 2026. O subtenente foi flagrado tentando fotografar o voto dentro da cabine eleitoral. Com ele, foram encontrados 114 reais.
Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, foi constatado que o policial havia negociado o próprio voto. A fotografia teria sido uma forma de comprovar o voto negociado.
Além desse caso, a Justiça Eleitoral registrou pelo menos outras quatro ocorrências de crimes eleitorais no estado. Entre elas, está a prisão de uma fiscal do Partido Liberal, suspeita de praticar boca de urna no Largo do Machado, na capital fluminense. Ela foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal.
Em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, também foram registrados problemas na circulação de ônibus. Uma decisão judicial determinou que as empresas restabelecessem o serviço, sob pena de multa de 500 mil reais por hora. Segundo o TRE, o transporte voltou à normalidade ainda pela manhã.
Ao longo do dia, 150 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas no estado, o equivalente a 0,4% do total utilizado na votação. Em Maricá, um eleitor idoso morreu após sofrer um infarto enquanto aguardava na fila para votar, conforme informações da Justiça Eleitoral.