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Economista apresenta projeto de lei de economia financeira nas escolas públicas

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Bruno Mota, economista e educador financeiro, elaborou um projeto de lei para combater o endividamento, problema que afeta mais de 70% das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, com cerca de 40% em situação de inadimplência.

Aprovada como Lei nº 9.838/2025, a iniciativa, em parceria com o vereador e professor Silvio Humberto, institui a Semana Municipal de Educação Financeira nas escolas públicas da cidade a partir de 2026. O objetivo é promover a educação financeira desde a infância, capacitando jovens e suas famílias a tomarem decisões conscientes sobre gastos, poupança, investimentos e endividamento, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento do bem-estar coletivo.

Para falar sobre o desenvolvimento responsável da cidade e a formação de cidadãos preparados para os desafios econômicos, Miro Nascimento, âncora do programa Dia a Dia News, conversou com Bruno Mota, autor do projeto, que explicou como será implementada a educação financeira nas escolas:

“Há quatro anos desenvolvo projetos de educação financeira. Também sou professor, o que facilita essa abordagem. Atualmente, mais de 70% das pessoas estão endividadas e mais de 40% inadimplentes. Os consultórios de psicologia estão cheios — e, muitas vezes, os problemas financeiros são a causa raiz. Essa questão impacta a ansiedade, a saúde mental e a pressão arterial. Em casos extremos, a situação pode envolver cobranças abusivas.”

Ele continua:

“Estamos diante de um problema social, e não apenas individual. Percebendo isso, desenvolvi o projeto. Em parceria com o professor Silvio Humberto, criamos a lei aprovada em 2025. A ideia é inserir o tema nas escolas por meio da Semana da Educação Financeira, já que propostas anteriores que visavam incluir a disciplina de forma regular enfrentaram resistência, principalmente por questões de custo.”

Sobre a Semana de Educação Financeira, Bruno explicou:

“A Semana da Educação Financeira visa contornar essa resistência, tornando o tema acessível — especialmente onde é mais necessário. Isso permitirá que, a médio e longo prazo, as pessoas desenvolvam uma relação mais saudável com o dinheiro. A relação com o dinheiro afeta diversas áreas da vida. Pesquisas indicam que a educação financeira é, muitas vezes, aprendida em casa, e a forma como os pais lidam com o dinheiro impacta diretamente os filhos. Atualmente, cerca de 30% das separações conjugais têm questões financeiras como uma das causas.”

Bruno finaliza comentando sobre a implementação nas escolas:

“Além de Salvador, onde a lei será implementada, estamos em contato com municípios como Feira de Santana, Macaúbas, Jacobina e Vitória da Conquista. Disponibilizei o projeto e ofereço consultoria gratuita a qualquer cidade interessada — basta entrar em contato pelo meu Instagram, Finanças para Jovens Oficial. Em Salvador, iniciaremos as conversas com a Secretaria de Educação para definir o plano da Semana em maio de 2026, com palestras e atividades. Paralelamente, buscaremos meios para tornar a educação financeira uma disciplina regular nas escolas públicas. As escolas particulares já oferecem, mas alcançam um público menor. Precisamos que isso chegue à grande maioria da população.”

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações Miro Nascimento. Foto:Divulgação

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