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Ex-prefeito destaca aprovação de contas e defende protagonismo político de Feira de Santana

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O ex-prefeito de Feira de Santana afirmou que a aprovação de suas contas pela Câmara Municipal representa uma resposta positiva do Legislativo e reforça a importância de seguir os pareceres técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Segundo ele, o processo demorou por decisões políticas da gestão anterior da Câmara, mas foi destravado com a mudança na direção da Casa.

“Essas contas estavam acumuladas. Entrei em contato com alguns vereadores para tratar do processo e pedi apenas que analisassem tecnicamente e seguissem a votação do Tribunal de Contas dos Municípios. Todas as contas foram aprovadas com tranquilidade, o que considero uma resposta muito positiva”, declarou.

O ex-prefeito ressaltou que respeita os parlamentares que optaram por não seguir o entendimento do TCM, mas reforçou que as contas foram aprovadas sem maiores dificuldades. Ele também demonstrou confiança nas contas mais recentes da gestão.

“Espero que as contas de 2023, que já foram aprovadas, e as de 2024, que ainda serão analisadas pelo Tribunal de Contas, tenham o mesmo destino. Muitos vereadores que hoje estão na Câmara participaram daquele mandato. Essas contas não são só do prefeito, são contas do município”, afirmou.

Ao avaliar os motivos da demora, o ex-prefeito atribuiu o entrave à antiga condução da Câmara Municipal. Segundo ele, a mudança na presidência foi decisiva.

“Houve uma decisão política da direção anterior da Câmara. Quando o presidente Marco Lima assume, ele coloca a matéria em votação. A partir daí, as coisas mudaram. Hoje existe uma relação mais municipalista, com preocupação direta com o desenvolvimento de Feira”, disse.

Ele também lembrou que, em determinado período, o município chegou a passar sete meses sem orçamento, o que, segundo ele, prejudicou o crescimento da cidade.

Questionado sobre sua relação com o atual prefeito, Zé Ronaldo, o ex-gestor afirmou que o contato tem sido institucional e administrativo, destacando continuidade na gestão.

“O prefeito está tomando as medidas que entende adequadas. A equipe é basicamente a mesma que deixei, o que garante uma linha clara de desenvolvimento. Torço muito para que dê certo, porque sabemos como fazer Feira crescer”, pontuou.

Do ponto de vista político, ele afirmou que as discussões devem se intensificar no fim do ano e início de 2026, especialmente em relação às estratégias eleitorais.

O ex-prefeito foi enfático ao defender o vice-prefeito Pablo como nome natural do grupo para uma candidatura majoritária futura, destacando seu desempenho eleitoral e peso político.

“A vinda de Pablo foi estratégica e determinante. Ele tinha cerca de 10% nas pesquisas e, por apenas 1.070 votos, não houve segundo turno em Feira. Se houvesse, o cenário poderia ser totalmente diferente”, analisou.

Segundo ele, Pablo desponta hoje como favorito dentro do grupo.“As pesquisas mostram isso. Pablo é o nome mais forte para polarizar com o candidato do PT e ampliar a representação de Feira de Santana no Congresso Nacional”, afirmou.

O ex-prefeito demonstrou preocupação com a atual representação de Feira de Santana na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, alertando para o risco de a cidade perder ainda mais força política.

“Feira já teve sete deputados estaduais e cinco federais. Hoje temos uma representação muito pequena. Se não nos organizarmos, corremos o risco de eleger apenas um deputado federal, o que é muito ruim para a cidade”, alertou.

Ele também criticou a presença de “candidatos de fora” buscando votos no município.“Tem um enxame de candidatos que nunca passaram por Feira e aparecem aqui apenas atrás de voto. Isso é perigoso. Essas pessoas não têm compromisso com a cidade”, disse.

Outro ponto destacado foi o alto índice de abstenção, votos brancos e nulos nas últimas eleições.“Mais de 100 mil pessoas ficaram fora do processo eleitoral em Feira. Isso é gravíssimo. O voto é o sangue da democracia. Quem se omite acaba permitindo que maus representantes permaneçam no poder”, avaliou.

Sobre o cenário político estadual, o ex-prefeito avalia que há um desgaste natural do PT após muitos anos no poder e uma ascensão consistente de ACM Neto, impulsionada também pelo cenário nacional.

“A eleição passada foi fortemente influenciada pelo crescimento de Lula. Agora o cenário é outro. Uma candidatura forte de oposição, como a de Tarcísio de Freitas, pode impulsionar significativamente ACM Neto na Bahia”, analisou.

Ele também afirmou manter boa relação com lideranças como João Roma e defendeu a convergência da oposição para evitar novas derrotas.

Ao ser questionado sobre ataques sofridos após deixar a prefeitura, o ex-prefeito afirmou que o momento é de serenidade.“O passado fica no passado. Ressentimento não constrói nada. O futuro é que vai dizer quando e como as coisas se resolvem”, concluiu.

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