O secretário municipal de Saúde de Feira de Santana, Rodrigo Matos, avaliou como “muito positivo” o primeiro ano da atual gestão e destacou avanços estruturais, administrativos e assistenciais que, segundo ele, colocam o município em um novo patamar na saúde pública.
De acordo com o secretário, um dos principais diferenciais foi a regularização dos pagamentos. “Viramos o ano sem um real atrasado para médicos da atenção básica, policlínicas e UPAs. Quando chegamos, havia meses em aberto. Hoje, essa realidade foi completamente superada”, afirmou.
Rodrigo Matos também ressaltou que Feira de Santana vive o maior pacote de obras na saúde dos últimos dez anos, com cerca de 30 unidades requalificadas. Ele enfatizou que não se trata apenas de intervenções estéticas. “Não é pintura. Estamos falando de mudanças elétricas, hidráulicas e estruturais, coisas que só aparecem quando dão problema”, explicou.
Entre os equipamentos requalificados estão o SAMU, o Centro de Zoonoses, setores administrativos da Secretaria de Saúde e o Centro de Distribuição de Materiais, que agora conta com estrutura adequada para armazenar insumos adquiridos com recursos públicos.
Outro marco destacado pelo secretário foi a aprovação de duas residências inéditas no município: a Residência Médica em Medicina de Emergência e a Residência de Enfermagem em Urgência e Emergência, ambas aprovadas pelo MEC.
“Feira de Santana nunca teve uma residência médica dentro da Secretaria de Saúde. Isso muda profundamente a qualidade da assistência e o processo de formação em saúde no município”, destacou Rodrigo Matos, acrescentando que a secretaria passou a contar com mestres e doutores envolvidos diretamente na elaboração dos projetos.
A atuação preventiva no combate à dengue foi apontada como um dos grandes resultados da gestão. Segundo o secretário, o município registrou uma redução de cerca de 70% nos indicadores da doença em 2025.
“Indicador bom não vem por acaso. Vem de planejamento, ação e trabalho contínuo”, afirmou. Ele destacou o trabalho dos agentes de endemias, a atuação intersetorial e iniciativas inovadoras como o programa Nova Feira Contra a Dengue, que utiliza tecnologia e bicicletas elétricas, além da intensificação da vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
“Hoje, muitas famílias não choram a perda de entes queridos porque o trabalho começou ainda em janeiro”, completou.
Rodrigo Matos reconheceu que ainda há desafios, especialmente em relação a medicamentos, mas ressaltou que a situação melhorou significativamente. “Encontramos a secretaria sem contrato para compra de medicamentos. Mesmo com dinheiro em conta, não era possível comprar”, explicou.
Segundo ele, a licitação foi concluída, os contratos firmados e o abastecimento vem sendo retomado gradualmente. “Não está perfeito, mas o balanço é positivo. Entramos em 2026 em uma situação muito mais confortável”, afirmou, destacando que parte das reclamações envolve medicamentos que não são de responsabilidade do município ou que não constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).
Eleito presidente da Comissão Intergestora Regional (CIR) e integrante da diretoria do COSEMS-BA, Rodrigo Matos afirmou que Feira de Santana voltou a ocupar um espaço estratégico nas decisões da saúde pública estadual.
“Uma política pública de saúde na Bahia não pode ser construída sem Feira de Santana. Hoje, o município participa diretamente da formulação dessas políticas”, disse.
Sobre a nova sede da Secretaria de Saúde, o secretário informou que o projeto está em fase final de ajustes para posterior licitação. Já o Hospital Municipal avançou com a realização de audiência pública e consulta popular.
“A gestão democrática não pode ser só discurso. Queremos ouvir a sociedade e incorporar as contribuições ao projeto”, explicou. A expectativa é que a licitação seja publicada entre fevereiro e março de 2026.
Ao encerrar, Rodrigo Matos reafirmou o compromisso com a gestão técnica e a prestação de contas. “Saúde pede pressa. Trabalhamos todos os dias, sem feriado, para melhorar o atendimento à população. O balanço é positivo, mas seguimos trabalhando porque sempre há o que melhorar.”
