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Dia Mundial do Rádio: Silvério Silva celebra a força e a evolução do veículo em entrevista ao Dia a Dia News

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No Dia Mundial do Rádio, celebrado em 13 de fevereiro, o Dia a Dia News ouviu uma das maiores referências da comunicação feirense: o decano do rádio local, Silvério Silva, 85 anos. Com impressionantes 64 anos dedicados ao microfone — sendo 44 deles na Rádio Sociedade de Feira de Santana — ele fez uma verdadeira viagem pela história e pelas transformações do meio.

Silvério acompanhou de perto a transição da chamada “era romântica” do rádio para o modelo dinâmico e multiplataforma da atualidade. Segundo ele, quando iniciou a carreira, o protagonismo era dos disc jockeys e dos programas musicais. “Naquela época, quem dominava era o disc jockey, era a música”, relembra. Ele próprio fez de tudo no rádio: foi DJ, apresentou programas de auditório e comandou atrações variadas — só não transmitiu futebol.

Com a chegada da televisão, muitos previam o fim do rádio. Mas o tempo mostrou o contrário. “Diziam que o rádio ia acabar. Isso só ajudou a fortalecer”, afirma. Para Silvério, rádio e TV se complementam: “O rádio serve de pauta para a televisão e a televisão também serve de pauta para o rádio. Não vamos ser egoístas”.

A internet, segundo ele, ampliou ainda mais o alcance do veículo. “O rádio cresceu, triplicou. Hoje a emissora pode ser sintonizada no aparelho tradicional, no computador e pelo YouTube. Não há distância para o rádio.” Para o comunicador, os múltiplos meios de acesso smartphones, computadores e transmissões online fortaleceram ainda mais a presença do rádio no cotidiano das pessoas.

Silvério também destacou as mudanças no perfil do profissional. Antigamente, o acesso ao microfone era mais restrito e exigente. “Qualquer comunicador teria que, pelo menos, falar um pouco de inglês, porque a maioria das músicas era internacional”, explica. Hoje, além das vozes marcantes, o rádio exige preparo cognitivo, capacidade de análise e versatilidade.

Ao falar sobre o cenário local, ele é enfático: o rádio de Feira de Santana é um dos mais fortes da Bahia. Atribui essa força à diversidade de programação e à renovação constante. “A rádio não fecha. A cada hora um programa, um comunicador, uma novidade. Isso fortalece a diferença.”

Emocionado, Silvério também falou sobre a sucessão familiar. Seus filhos, Paulo Sérgio e Silvério II, seguem seus passos e o representam no ar quando necessário. “Eles fazem o programa como se fosse eu. O programa está bem entregue a eles”, diz, com orgulho.

Com idas e vindas ao longo da trajetória, ele ressalta a importância de manter portas abertas na profissão. “A gente só volta quando deixa as portas abertas”, ensina. Após 20 anos fora, retornou à emissora onde construiu grande parte da carreira e já soma quase uma década desde o retorno.

No alto de seus 85 anos, Silvério Silva segue ativo, apaixonado pelo rádio e confiante no futuro do meio. Para ele, o rádio não apenas resistiu ao tempo — reinventou-se, ampliou fronteiras e continua mais vivo do que nunca.

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