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“Queria acompanhar cada momento da minha filha”: mãe transforma desafio em negócio

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Ser mãe e empreender ao mesmo tempo é um desafio que exige equilíbrio, dedicação e muita força emocional. Muitas mulheres ainda precisam administrar a rotina da casa, os cuidados com os filhos e os momentos em família. Apesar das dificuldades, o empreendedorismo materno tem crescido cada vez mais, impulsionado pelo desejo de independência financeira e pela busca de flexibilidade para acompanhar de perto a criação dos filhos.
Lorena Cavalcante, empresária e mãe da pequena Maria Liz, de 6 anos, destaca os desafios do empreendedorismo aliado à maternidade:

“Minha jornada no empreendedorismo começou quando Liz tinha aproximadamente seis meses. A decisão de empreender surgiu da necessidade de ter mais tempo com ela, de acompanhar de perto cada momento do seu crescimento. Desde o momento em que engravidei, tive a certeza de que não queria voltar a trabalhar e deixar minha filha.”

Lorena continua:

“No início, foi um grande desafio, pois empreender com um bebê não é uma tarefa fácil. Contei com o apoio constante do meu esposo e, juntos, enfrentamos os primeiros desafios, conciliando pedidos, postagens e envios em nossa casa. Com muita organização e disciplina, conseguimos superar essa etapa.”

Ela também falou sobre como se sentiu ao matricular a filha em uma creche:

“A transição para a creche, por volta de um ano e dois meses de idade da Liz, foi um momento difícil. Senti a necessidade de colocá-la em um ambiente que me permitisse produzir mais e, ao mesmo tempo, oferecer uma melhor qualidade de vida para ela. Foi um momento de sentimentos contraditórios, mas sempre com o objetivo de priorizar o bem-estar da Liz. Apesar da dor e da saudade, sabia que era uma decisão tomada por amor e visando o melhor para ela.”

Em relação ao início do empreendimento e ao nascimento da filha durante a pandemia, Lorena relatou:

“Foi extremamente desafiador, pois estávamos cheios de incertezas. O mundo parecia ter parado, e eu me via com a Liz ainda muito pequena. A dúvida sobre o futuro pairava no ar: deveríamos seguir em frente com o empreendimento ou parar? A única opção era continuar, pois o empreendedorismo era nossa fonte de renda.

Foi um período complexo, pois eu precisava cuidar da Liz e, ao mesmo tempo, lidar com os cuidados extras devido à pandemia. Agradeço por termos conseguido prosperar durante esse período, aproveitando a oportunidade de atuar exclusivamente online, com entregas via delivery. Tomamos todos os cuidados necessários para proteger a Liz.”

A empresária conclui:

“Quando Liz completou dois meses, meu esposo ficou desempregado. Foi então que decidimos investir no empreendedorismo. No entanto, a pandemia surgiu logo em seguida, gerando muitas dúvidas. Mas, para a glória de Deus, a marca foi muito bem recebida. Apesar dos desafios, conseguimos conciliar os cuidados com a Liz, a alimentação, os banhos e as trocas de fraldas, tudo com muita organização.”

Sobre o que a motivou a empreender no ramo de roupas infantis, declarou:

“A decisão veio da necessidade de encontrar roupinhas diferenciadas e estilosas para a Liz. Eu buscava um estilo que não era facilmente encontrado na nossa cidade. Com o nascimento de tantos bebês, percebi a demanda por roupas infantis. Tivemos um período em que a Liz ficou na UTI, e ali vi a quantidade de pais em busca de roupas para seus filhos. Minha esposa comentou: ‘Lorena, temos que investir em roupas infantis, pois bebês nascem o tempo todo’. Foi então que comecei a pesquisar fornecedores online e, pela falta de opções e pelos preços que eu buscava, decidi investir nesse nicho.”

Lorena finaliza falando sobre os desafios da maternidade desde o seu início:

“Foi muito difícil, pois toda mãe sonha em vivenciar os primeiros momentos com o bebê, desde o nascimento até a alta da maternidade. Eu havia preparado tudo: a mala, o quarto, a casa. Estávamos todos ansiosos para receber a Liz. No entanto, ela nasceu abaixo do peso ideal e precisou ficar na UTI Neonatal para receber os cuidados necessários. A parte mais dolorosa foi sair do hospital sem ela. Foram 14 dias de muita angústia. Para a glória de Deus, após esse período, ela recebeu alta e hoje é uma criança saudável. Apesar das dificuldades, superamos essa fase.”

Com informações e escrita:Fernanda Martins Foto:Divulgação

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