O fortalecimento das comunidades rurais por meio da valorização de suas potencialidades culturais, naturais e econômicas foi um dos principais destaques do evento realizado nesta sexta-feira, no Centro de Convenções de Feira de Santana, que reuniu representantes da agricultura familiar, cooperativas, associações e movimentos sociais de diversas regiões do estado.
Durante a programação, a secretária de Desenvolvimento Rural da Bahia, Elisabete Costa, apresentou detalhes sobre o edital de turismo comunitário rural, considerado uma das iniciativas mais aguardadas dentro das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do campo.
Segundo a secretária, o edital surge como uma ferramenta estratégica para que municípios e comunidades possam identificar riquezas locais ainda pouco exploradas e transformá-las em oportunidades concretas de geração de emprego, renda e fortalecimento da economia regional.
De acordo com Elisabete Costa, a proposta permitirá que associações, cooperativas e lideranças comunitárias façam um mapeamento detalhado de elementos existentes em seus territórios, como manifestações culturais, produção artesanal, saberes tradicionais, paisagens naturais, patrimônios históricos e espaços com potencial turístico.
“O edital dá condições para que as pessoas, os municípios e as associações identifiquem elementos que possuem nas comunidades e que podem ser melhor trabalhados. Muitas vezes existem riquezas locais que ainda não são exploradas, mas que podem ser fortalecidas para gerar emprego, renda e desenvolvimento”, afirmou.
Entre os exemplos citados pela secretária estão o fortalecimento da cadeia do artesanato, a estruturação de roteiros de visitação, a valorização de práticas culturais tradicionais e a criação de produtos que expressem a identidade de cada território.
A iniciativa contempla agricultores familiares e diferentes segmentos sociais do campo, incluindo comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e de fundo e fecho de pasto, ampliando o alcance da política pública e promovendo inclusão produtiva.
Segundo Elisabete Costa, a proposta vai além da simples atração de visitantes. O objetivo é criar condições para que as próprias comunidades desenvolvam uma cadeia econômica sustentável a partir de seus ativos culturais e ambientais.
“Não se trata apenas de atrair pessoas para visitar esses espaços, mas de transformar elementos presentes nesses territórios em oportunidades reais de desenvolvimento, criando produtos, experiências e serviços capazes de gerar melhores condições para as famílias que vivem nessas localidades”, destacou.
A secretária ressaltou ainda que o edital representa um avanço importante dentro das ações do Governo da Bahia para diversificar as formas de fortalecimento da agricultura familiar.
Ao associar desenvolvimento rural e turismo comunitário, a iniciativa busca ampliar as possibilidades econômicas das comunidades, estimulando o protagonismo local e valorizando as características que tornam cada território único.
A expectativa é que os investimentos possibilitem a estruturação de projetos capazes de impulsionar economias locais, preservar tradições e fortalecer a permanência das famílias no campo, promovendo desenvolvimento com identidade, sustentabilidade e inclusão social.
