O boxe tem conquistado cada vez mais mulheres, seja como prática esportiva, ferramenta de defesa pessoal ou aliado no bem-estar físico e emocional. A modalidade vem ganhando espaço nas academias e centros de treinamento, atraindo mulheres de diferentes idades e objetivos.
Joba, profissional de Educação Física e professor de boxe, afirma que a procura feminina pela modalidade cresce diariamente.

“A procura feminina realmente aumentou. Não só agora, a procura feminina vem aumentando diariamente. As mulheres entenderam que através do box dá para controlar o estresse, dá para controlar a ansiedade. As mulheres entenderam que através do box dá para melhorar a autoestima e, acima de tudo, dá para aprender a se defender.”
Segundo ele, o boxe vai além do condicionamento físico e se torna uma importante ferramenta de autodefesa.
“O boxe entra como uma modalidade de defesa pessoal. E isso, para as mulheres, é fundamental, porque é uma ferramenta a mais no dia a dia delas. Além da defesa pessoal, muitas mulheres procuram o boxe como uma forma de melhorar a autoestima e também a condição física. Pelo fato de o boxe ser uma atividade em que, em uma aula, você queima em torno de 800 a 1000 calorias, ele se tornou um exercício de alta intensidade para quem está no processo de emagrecimento. Tanto ajuda a emagrecer quanto a fortalecer o corpo.”
Em relação aos benefícios da modalidade, Joba destacou a tonificação muscular e a adaptação da prática à rotina das alunas.
“Tem gente que está em protocolos de emagrecimento e emagrece, mas fica flácida. Como o box trabalha todos os músculos do corpo, a aluna acaba ganhando tonificação. Muitas vezes, as mulheres não têm tempo de fazer musculação e boxe, então nossa metodologia adapta a aula de boxe para essa realidade. Consequentemente, ela vai emagrecendo, vai se sentindo melhor, o corpo vai ficando mais bonito, as pernas mais torneadas e o abdômen diminuindo.”
Sobre a idade ideal para começar a praticar o esporte, explicou:
“O boxe pode começar a partir dos seis anos. Hoje nós trabalhamos aqui com o público acima de 12 anos, porque a nossa estrutura é voltada para adultos, mas acima dos seis anos já pode começar a praticar boxe, contanto que seja com uma pedagogia voltada para crianças.”
Joba também comentou sobre a quebra de paradigmas e a resistência cultural enfrentada pelas mulheres dentro do esporte.
“Hoje vemos muitos paradigmas sendo quebrados em relação ao treinamento, mas antigamente isso era muito maior. Hoje, se o professor for atualizado e buscar incluir as pessoas na aula de boxe, isso já é suprido, mas ainda existe uma certa distância, embora tenha diminuído bastante.”
Para as mulheres que desejam iniciar na modalidade, ele deixou um conselho:
“Procure um ambiente que tenha um professor formado e qualificado, com aulas gradativas, para que a pessoa possa chegar ali e fazer sua primeira aula, sua segunda e, acima de tudo, que tenha turmas e comunidade. Eu acredito muito que um incentiva o outro. Quando você está numa turma em que as pessoas têm praticamente os mesmos objetivos, um vai ajudando o outro e isso ajuda a pessoa a se manter.”
Ele finaliza falando sobre a convivência entre homens e mulheres dentro da academia.
“Hoje não vemos mais tanta resistência. Pelo menos na metodologia que aplicamos aqui no CT Vida Ativa, a ideia é de um ajudar o outro. Então, as mulheres, quando chegam, têm os homens como apoio e vice-versa. Classificamos os alunos em iniciante, intermediário e avançado, e vamos introduzindo cada um de acordo com essa metodologia.”
Priscila Gonzales, aluna do CT Vida Ativa e praticante da modalidade, define o boxe como um esporte “cativante”.

“O boxe, além de ser um esporte cativante, é, para mim, uma experiência transformadora. Conheci o CT Vida Ativa por intermédio de um evento promovido por Kaique, que também trabalha no CT. Após o evento, fui convidada a experimentar uma aula e, desde então, não deixei mais. O boxe é verdadeiramente um esporte apaixonante.”
Ela também relata sua visão sobre o esporte.
“Atualmente, vejo o boxe como um esporte e também como uma ferramenta de autodefesa. Além de ensinar técnicas de proteção, o boxe é terapêutico. Permite extravasar o estresse e a ansiedade; a tensão se dissipa a cada treino.”
Beatriz Dias, também praticante do boxe, afirma que recomendaria a modalidade para outras mulheres.

“Recomendo, não apenas por ser um esporte cativante para mulheres, mas também pela sua importância na defesa pessoal. Aqui no centro de treinamento, essa ênfase na defesa pessoal é muito presente, e o professor Joba aborda isso detalhadamente, o que é muito benéfico para nós, mulheres.”
Ela relata ainda as mudanças percebidas em sua rotina após iniciar os treinos.
“Acredito que o sono e a regulação emocional foram os aspectos mais impactados positivamente. O esporte contribui para a estabilidade emocional e o controle dos sentimentos.”
Beatriz também destaca o ambiente acolhedor da academia.
“É um ambiente incrível, tanto para homens quanto para mulheres, mas acredito que especialmente para nós. Apesar de ser um esporte historicamente associado ao público masculino, o centro de treinamento oferece um ambiente de grande acolhimento.”
Ela finaliza com uma mensagem de incentivo para outras mulheres.
“Encorajo que não tenham medo de experimentar e de se desafiar com algo novo. Haverá outras mulheres para apoiá-las. A experiência de vir para cá e conhecer o boxe é algo único e transformador.”
Com informações, escrita e fotos:Fernanda Martins
