Em Feira de Santana, a Zona Azul (estacionamento rotativo pago) foi regulamentada recentemente no centro da cidade. As principais regras atuais são:
Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 8h às 13h;
Domingos e feriados: sem cobrança;
Tempo máximo por vaga: 2 horas;
Tarifa: R$ 2,50 por hora para carros e R$ 1,00 para motos.
O sistema funcionará de forma digital, com fiscalização eletrônica e uso de aplicativo para ativação do estacionamento.
Ricardo Cunha, superintendente de trânsito do município, falou sobre o assunto em entrevista a Miro Nascimento:

“Em relação à Zona Azul em Feira de Santana, desde que assumi o cargo, a cidade já teve experiências anteriores, inclusive com a Zona Azul. Apesar do tempo decorrido, recordo-me do período. Agora, vislumbramos uma nova perspectiva. O meio eletrônico será preponderante neste novo contrato. Já temos datas definidas para a apresentação das propostas e para a realização do leilão. Acredito que todo o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Administração e pela Procuradoria surtirá efeito, e teremos uma Zona Azul eficiente em Feira de Santana.”
O superintendente destacou o papel da pasta:
“Quanto ao papel da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) após a empresa ser declarada vencedora na licitação, atuaremos em conjunto com a empresa, fiscalizando e garantindo a execução dos serviços conforme o contrato. Estaremos lado a lado na execução, assegurando que tudo esteja em conformidade com o modelo contratual estabelecido pela prefeitura.”
Sobre a questão dos agentes de trânsito e considerando a importância da tecnologia, incluindo o centro de monitoramento e a forma como a SMT está se preparando para manter a atuação dos agentes nas ruas — essenciais para resolver as questões imediatas, afirmou:
“A Zona Azul não terá grande impacto na quantidade de agentes. O processo é eletrônico, com a captação das infrações enviada a um Centro de Controle Operacional (CCO), onde agentes de trânsito analisam as imagens e aplicam as infrações. Acreditamos que o número atual de agentes públicos é suficiente para iniciar este projeto. Estamos prontos e preparados. Caso a empresa inicie suas operações hoje, estaremos aptos a interagir e colocar a Zona Azul em pleno funcionamento.”
Ele continuou:
“É provável que alguns usuários procurem estacionamentos em áreas mais distantes para evitar a Zona Azul. Reconhecemos essa possibilidade, mas acreditamos que a dinâmica do sistema também trará benefícios. Além disso, haverá outras infrações que mudarão de local. Nosso objetivo é reduzir as infrações. A meta de um gestor de trânsito é idealizar uma cidade sem infrações. Embora pareça utópico, essa é a nossa expectativa.”
Ricardo também destacou pontos importantes em relação ao valor da taxa:
“Acredito que a situação será diferente. Prevejo que as pessoas estacionarão considerando a rotatividade promovida pelo sistema e o preço acessível de R$ 2,50. Quem precisar ficar menos tempo pagará proporcionalmente, o que considero vantajoso.”
Sobre a notificação do MPBA, afirmou:
“Sobre a notificação do Ministério Público em relação ao aumento do número de agentes de trânsito, a SMT não recebeu nenhuma notificação oficial, nem qualquer recomendação formal. Não tenho conhecimento de que essa seja atribuição do Ministério Público.”
Ele finalizou:
“Contudo, qualquer comunicação que venha a ser encaminhada será tratada com o devido respeito e atenção. Reconhecemos a importância do Ministério Público para a sociedade. Sempre que a SMT recebe alguma demanda ou orientação, tratamos com cuidado e atenção. Muitas vezes, as informações iniciais são imprecisas, mas dialogamos com o Ministério Público para esclarecer a situação. Em caso de falhas, tomamos as medidas corretivas imediatamente.”
Com informações:Miro Nascimento
