O Complexo Materno-Infantil do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), em Feira de Santana, mantém uma média de 60 mil a 70 mil atendimentos por mês e se consolida como uma das principais referências em assistência materno-infantil da Bahia. A unidade atende pacientes de Feira de Santana e de 82 municípios pactuados, oferecendo serviços que vão desde urgência obstétrica e pediátrica até consultas especializadas, exames e acompanhamento da saúde da mulher.
Durante visita de jornalistas ao hospital, a presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, destacou a importância da unidade para a rede pública de saúde e apresentou os principais indicadores de atendimento.
“Nosso objetivo foi mostrar um pouco da assistência prestada e os indicadores do hospital. Hoje não estamos falando apenas de uma maternidade. O Complexo Materno-Infantil atende Feira de Santana e uma grande região, oferecendo serviços que vão além do parto, como atendimento pediátrico, acompanhamento da saúde da mulher, assistência no pós-parto e diversas especialidades”, afirmou.
Segundo o gestor, a estrutura tornou-se indispensável para o atendimento regional, ampliando o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).
Gilberte Lucas explicou que o Hospital da Mulher funciona em regime de porta aberta para as gestantes de Feira de Santana. As pacientes acompanhadas pela Atenção Básica do município são encaminhadas diretamente para a unidade quando necessitam de atendimento de urgência e emergência.
Já as pacientes dos municípios pactuados devem ser encaminhadas por meio da Central de Regulação.
“O critério para os municípios pactuados é a regulação. Entretanto, sabemos da carência de serviços obstétricos em diversas cidades e, por se tratar de urgência e emergência, muitas gestantes chegam sem regulação e acabam sendo atendidas, porque entendemos que esse atendimento não pode esperar”, explicou.
De acordo com o presidente da Fundação Hospitalar, considerando todas as unidades que integram o Complexo Materno-Infantil, são realizados entre 60 mil e 70 mil atendimentos por mês.
“Quando falamos nesses números, estamos incluindo consultas, exames laboratoriais, exames de imagem, atendimentos especializados e todos os serviços oferecidos pelo complexo. É um volume que varia conforme o mês, mas gira entre 60 e 70 mil atendimentos mensais”, destacou.
Apesar de toda a estrutura atender pacientes de dezenas de municípios baianos, a maior parte dos recursos utilizados para manter o funcionamento do Complexo Materno-Infantil é custeada pela Prefeitura de Feira de Santana.
Segundo Gilberte Lucas, cerca de 85% do orçamento da unidade é financiado com recursos próprios do município, enquanto apenas uma pequena parcela é proveniente dos repasses do SUS.
“Hoje podemos dizer que aproximadamente 85% dos recursos para manter o Complexo Materno-Infantil são do próprio município. O restante vem da produção SUS, mas sabemos que esses valores estão muito abaixo do custo real dos procedimentos”, afirmou.
Para exemplificar a defasagem da tabela do SUS, o gestor citou alguns valores pagos pelo sistema.
“Uma consulta com neuropediatra, por exemplo, é remunerada em cerca de R$ 11 pela tabela SUS. Já um parto recebe aproximadamente R$ 530. É impossível manter uma estrutura desse porte apenas com esses recursos. Por isso, o aporte financeiro da Prefeitura de Feira de Santana é fundamental para garantir a qualidade e a continuidade dos serviços”, ressaltou.
O presidente da Fundação Hospitalar destacou que o investimento municipal tem permitido manter uma assistência ampla e especializada, consolidando o Hospital da Mulher como uma das mais importantes referências em saúde materno-infantil da Bahia.
