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Alzheimer: neurologista destaca importância do diagnóstico precoce e da informação

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Doença ainda gera dúvidas entre a população

A doença de Alzheimer continua sendo a principal causa de demência e um dos maiores desafios da saúde pública devido ao envelhecimento da população. O comprometimento progressivo da memória, da linguagem e do raciocínio interfere diretamente na independência do paciente e exige atenção também das famílias, que convivem diariamente com a evolução da doença.

Em entrevista ao Dia a Dia News, o neurologista Dr. Anísio Adalio esclareceu as principais dúvidas sobre sintomas, fatores de risco, prevenção e os avanços no diagnóstico.

“Demência não é consequência natural da idade”

Um dos principais alertas feitos pelo especialista foi sobre a falsa ideia de que perder a memória faz parte do envelhecimento.

Segundo ele, qualquer alteração cognitiva que prejudique a rotina precisa ser investigada.

“Todo sintoma que provoca prejuízo cognitivo merece avaliação. A demência não faz parte do envelhecimento normal.”

Quando é hora de procurar um neurologista?

O médico explicou que o sinal de alerta aparece quando os esquecimentos deixam de ser ocasionais e começam a interferir nas atividades do cotidiano.

“Quando familiares percebem que a pessoa está esquecendo compromissos importantes, repetindo perguntas ou apresentando dificuldades para realizar tarefas que antes fazia normalmente, é o momento de procurar um especialista.”

Os sintomas vão além da memória

Durante a entrevista, o neurologista destacou que o Alzheimer também pode provocar alterações de comportamento.

Apatia, isolamento social, dificuldade para encontrar palavras, mudanças de humor e perda da capacidade de se orientar em locais conhecidos estão entre os sintomas que precisam ser observados.

“Nem sempre o primeiro sinal será o esquecimento. Muitas vezes a mudança de comportamento é o que chama a atenção da família.”

Anísio Adalio | Foto: Fernanda Martins

Envelhecimento aumenta o risco

De acordo com o especialista, a idade continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer.

Após os 65 anos, a incidência da doença aumenta de forma significativa, tornando o acompanhamento médico ainda mais importante para essa população.

Hábitos saudáveis fazem diferença

Embora não exista uma forma de impedir completamente o surgimento da doença, manter uma rotina saudável pode contribuir para proteger o cérebro.

O neurologista destacou a importância da prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse e estímulos constantes à mente.

“Uma vida ativa, tanto física quanto intelectualmente, ajuda a fortalecer a chamada reserva cognitiva.”

Escolaridade também influencia

Outro ponto abordado pelo especialista foi a relação entre educação e saúde cerebral.

Segundo ele, pessoas que mantêm o cérebro estimulado ao longo da vida tendem a desenvolver uma maior reserva cognitiva, o que pode retardar o aparecimento dos sintomas.

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Leitura, aprendizado de novas habilidades, atividades culturais e interação social também são importantes aliados da saúde do cérebro.

Histórico familiar exige atenção, mas não determina a doença

Durante a entrevista, o Dr. Anísio explicou que a genética tem participação em alguns casos, principalmente quando o Alzheimer surge precocemente.

Entretanto, a maioria dos pacientes desenvolve a doença pela combinação entre envelhecimento e fatores ambientais.

“A genética pode influenciar, mas na maior parte dos casos ela não é determinante.”

Diagnóstico ficou mais preciso

Os avanços da neurologia também foram tema da entrevista.

Segundo o especialista, atualmente o diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, testes cognitivos e exames complementares, como ressonância magnética, avaliação neuropsicológica e exames que identificam proteínas relacionadas ao Alzheimer.

Essas ferramentas permitem detectar alterações cada vez mais cedo, favorecendo o início do tratamento antes que a doença provoque perdas mais significativas.

Tratamento busca preservar autonomia

Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, os tratamentos disponíveis conseguem retardar a progressão dos sintomas e preservar a independência do paciente por mais tempo.

O acompanhamento multidisciplinar, aliado ao apoio da família, também é considerado essencial para manter a qualidade de vida durante todas as fases da doença.

Informação reduz o preconceito

Ao longo da entrevista ao Dia a Dia News, o neurologista reforçou que informação é uma das principais ferramentas no enfrentamento do Alzheimer.

Reconhecer os sinais precocemente, procurar avaliação especializada e iniciar o tratamento o quanto antes são atitudes que podem fazer diferença na evolução da doença e na qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.

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