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Carregadores de carros elétricos em condomínios exigem avaliação da rede e podem gerar custos aos moradores

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A expansão dos carros elétricos no Brasil já começa a provocar mudanças na estrutura dos condomínios. A instalação de carregadores nas garagens, porém, exige planejamento, avaliação da rede elétrica e definição de como os custos serão divididos.

Na Bahia, uma lei sancionada em junho deste ano garante aos moradores de condomínios residenciais e comerciais o direito de instalar carregadores individuais para veículos elétricos em vagas de garagem privativas. Apesar disso, a instalação não significa que qualquer vaga poderá receber automaticamente um equipamento. 

Segundo Omar Branquinho, diretor de Produtos para Moradia do Grupo Superlógica, o principal ponto a ser analisado é a capacidade elétrica do condomínio. O aumento da chamada carga de pico pode exigir adaptações na infraestrutura do prédio.

Outro aspecto é a necessidade de aprovação dos condôminos. Como a instalação pode envolver obras em áreas comuns, passagem de cabos e mudanças na infraestrutura elétrica, normalmente é necessário discutir o projeto em assembleia.

Carregadores compartilhados

Uma alternativa que vem ganhando espaço é a instalação de carregadores compartilhados. Nesse modelo, em vez de cada morador ter um equipamento próprio, o condomínio disponibiliza pontos de recarga que podem ser utilizados por diferentes usuários.

Além de reduzir a quantidade de equipamentos necessários, o sistema permite controlar o consumo individual e realizar a cobrança de cada morador de acordo com a energia utilizada. 

Quem paga pela energia?

A forma de cobrança depende do modelo adotado pelo condomínio e da empresa responsável pelo serviço. Existem fornecedores que colocam os equipamentos em sistema de comodato e ficam responsáveis pelo controle e pela cobrança do consumo.

A energia passa pela estrutura elétrica do condomínio, mas o carregador consegue identificar quanto foi utilizado por cada veículo. O pagamento pode ser feito por aplicativo ou por uma plataforma disponibilizada pela empresa.

Em alguns modelos, parte do valor arrecadado com as recargas pode até retornar para o condomínio, funcionando como uma fonte adicional de receita para ajudar a custear outras despesas. 

Prédios antigos também podem receber carregadores

Edifícios antigos não estão impedidos de instalar carregadores. A viabilidade, porém, depende das características da construção, da capacidade elétrica disponível e da quantidade de equipamentos que será instalada.

Em alguns casos, pode ser necessário realizar um retrofit, com obras civis e adequações na rede elétrica. Dependendo da demanda, o condomínio pode precisar até aumentar a carga elétrica disponível.

Por isso, a idade do prédio não é o principal problema. O fator decisivo é saber se a infraestrutura consegue suportar o aumento de consumo provocado pelos carregadores.

Novos empreendimentos já preveem pontos de recarga

Nos condomínios novos, a infraestrutura para veículos elétricos começa a ser incorporada aos projetos. Alguns empreendimentos já são entregues com vagas compartilhadas para recarga, enquanto imóveis de padrão mais elevado podem oferecer pontos individualizados.

A expectativa é que esse tipo de estrutura se torne cada vez mais comum, principalmente com o crescimento da venda de veículos elétricos no país.

Além de atender aos proprietários desses automóveis, a presença de carregadores pode se transformar em um diferencial na escolha de um imóvel, especialmente diante do crescimento dos condomínios verticais e da frota de veículos elétricos.

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