Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana fala sobre quaresma, campanha da fraternidade e a saúde do Papa Francisco

"São 40 dias de proposta de conversão, de mudança de vida, um tempo litúrgico forte para a vida da Igreja. Ao receber as cinzas, nos é dito: 'Convertei-vos e acreditai-vos no Evangelho'. É um tempo forte de aprofundar a amizade com Deus, um tempo de penitência", destacou Zanoni.

O Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, em entrevista ao programa Dia a Dia News, falou sobre o início do período da Quaresma, que significa jejum e preparação espiritual que antecede a Páscoa.

“São 40 dias de proposta de conversão, de mudança de vida, um tempo litúrgico forte para a vida da Igreja. Ao receber as cinzas, nos é dito: ‘Convertei-vos e acreditai-vos no Evangelho’. É um tempo forte de aprofundar a amizade com Deus, um tempo de penitência”, destacou Zanoni.

Dom Zanoni falou sobre a Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e como lema inspirador: “Deus viu que tudo era muito bom”. Zanoni ressaltou que a Igreja no Brasil tem uma experiência com a campanha da fraternidade que se faz nesse período e que a campanha aponta para uma realidade, uma necessidade. “Então, vamos tratar dessa questão nesse tempo forte, compreendendo que tudo está interligado e que, ao tratar da ecologia integral, estamos tratando da realidade de maneira mais ampla, mais holística. Não só das questões dos animaizinhos, não somente a questão ecológica, mas ecologia integral”, afirmou.

Sobre as recomendações da Igreja Católica e os ensinamentos para esse período de Quaresma, Dom Zanoni explicou que é um período para diminuir os exageros, ter uma vida mais sóbria e deixar para celebrar na Páscoa com banquete, festa, vinho e doces. “Mas a Quaresma é um tempo de jejum e sobriedade”, destacou.

Zanoni ressaltou a importância das pessoas irem à Igreja no período da Quaresma: “A Quaresma é um tempo de participação, de comunhão e de compromisso. A Quaresma não é um tempo triste, mas sim de graça, renovação espiritual, um tempo forte de esperança. ” disse.
“Então, todos somos chamados a trilhar esse caminho de conversão, a participar dos momentos de celebração, dos momentos de via-sacra, e a nossa Igreja tem essa caminhada do perdão como um momento forte de participação e comunhão. Que cada um possa crescer e ver esse tempo com autenticidade, assumindo compromissos concretos, na oração, aprofundando a nossa relação com Deus e buscando discernir a vontade de Deus neste mundo, com tantas dificuldades, conflitos, violência, guerras espalhadas pelo mundo, desrespeito e a autonomia dos povos. Vemos povos sendo desprezados, sendo colocados de lado, sendo desrespeitados”continuou.

O Arcebispo afirmou que tem rezado e se reunido com a Igreja, além de presidir uma celebração eucarística pela saúde do Papa Francisco, que está hospitalizado tratando de uma pneumonia bilateral.

“Eu celebrei uma missa em Vitória da Conquista, na paróquia, com a participação de pessoas de toda a América Latina e do Caribe, incluindo gente da Colômbia, México, Salvador, Panamá, Argentina e pedimos pela saúde do Papa, esse pastor que Deus colocou à nossa frente, da nossa Igreja. Com humildade e confiança, estamos rezando para que, se for da vontade de Deus, ele possa recuperar sua saúde e retomar o pastoreio dessa Igreja que tanto tem servido”, finalizou

Escrita pela estagiária Fernanda Martins, com informações de Miro Nascimento. Foto: Divulgação

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