Na cobertura da 46ª Expofeira 2025, acompanhamos de perto o trabalho da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) no Parque de Exposições. O médico veterinário Dr. Paulo Santana explicou a importância da atuação do órgão na fiscalização dos animais que participam do evento.
“A ADAB é o pulmão, o termômetro de uma exposição agropecuária do porte da Expofeira. Só na primeira metade do evento já recebemos mais de mil animais. Por isso, a admissão precisa ser criteriosa e rigorosa para evitar qualquer intercorrência sanitária”, destacou o veterinário.
Segundo Dr. Paulo, a preocupação é semelhante ao que ocorre em grandes festas populares, onde há risco de viroses devido à aglomeração de pessoas. No caso da Expofeira, uma falha na fiscalização poderia comprometer a condição sanitária de todo o rebanho baiano.
Ações de fiscalização e controle
As exigências variam conforme a espécie:
Equídeos (cavalos, jumentos, asininos): apresentação de exames negativos para anemia infecciosa equina e mormo, além de atestado contra influenza equina. Todos passam por inspeção clínica detalhada.
Bovinos: obrigatoriedade de exames negativos para brucelose e tuberculose, além de inspeção clínica no desembarque.
Caprinos e ovinos: avaliação individual, verificando sinais de linfadenite caseosa, micoses, ectoparasitas ou outros problemas de pele.
Neste ano, em parceria com a Prefeitura, foi instalado no desembarque um tronco de contenção, permitindo maior segurança e precisão nas inspeções em casos de suspeita clínica.
Principais problemas encontrados
Apesar do alto nível de organização, alguns casos impedem a entrada de animais no parque:
problemas de pele,
debilidade física,
sintomas respiratórios,
ou suspeitas de linfadenite.
“O rigor é necessário para garantir que todos os animais participem do evento em perfeita condição sanitária, preservando não apenas a Expofeira, mas a sanidade do rebanho baiano como um todo”, reforçou Dr. Paulo.